Shopping Tijuca, na Zona Norte do RioÉrica Martin / Arquivo O Dia
Publicado 25/05/2026 16:02 | Atualizado 25/05/2026 16:48
Rio - O subsolo (L0) do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, foi parcialmente reaberto nesta segunda-feira (25). O espaço estava interditado desde janeiro deste ano, quando um incêndio atingiu o estabelecimento, deixando dois mortos.
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Nesta primeiro fase, foram reabertos os restaurantes Outback e Abbraccio, além da loja Le Parfum. A informação foi divulgada pelo subprefeito da Tijuca, Higor Gomes, nas redes sociais. Ele ressaltou que os protocolos de segurança foram cumpridos.
"Desde o início, fiscalizamos todas as etapas das obras, verificando as documentações, saídas de emergência, sistemas de exaustão, liberações necessárias e tudo para que o shopping pudesse voltar a funcionar com toda segurança", disse Higor na publicação em conjunto com o vereador Marcio Ribeiro (PSD).
O DIA entrou em contato com o shopping para apurar mais informações sobre o funcionamento, mas até o fechamento desta reportagem não obteve resposta. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Incêndio
O incêndio ocorreu no dia 2 de janeiro e iniciou na loja de artigos de decoração Bell'Art, que fica no subsolo. O chefe de segurança Anderson Aguiar, de 43 anos, e a brigadista Emellyn Silvia Aguiar Menezes, de 26, morreram no incidente, que também deixou outras três pessoas feridas.
No momento do incêndio, havia mais de 7 mil pessoas no Shopping Tijuca. No dia seguinte, bombeiros chegaram a usar um helicóptero para acessar o local e acabar com os focos remanescentes, já que houve dificuldade de acesso por terra, por causa da fumaça.
Após 48 horas, o Corpo de Bombeiros seguia atuando no rescaldo das chamas. A corporação explicou que o fogo começou em uma área de difícil acesso, provocando grande concentração de fumaça no interior do prédio e exigiu uma atuação técnica especializada das equipes. Com o shopping interditado, clientes precisaram deixar para trás os pertences e muitos não conseguiram retirar os carros do estacionamento.
O incidente causou um "abalo estrutural" no piso do andar térreo, no trecho acima da Bell'Art, e a Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo do shopping. Em depoimento, o diretor de operações da brigada afirmou que houve falha no alarme da loja e o sistema seria decisivo para comunicar ao setor de segurança sobre a presença de fumaça.
Duas semanas depois do incêndio, o shopping reabriu de forma gradual, após liberação do Corpo de Bombeiros. Nesse momento, apenas o subsolo e parte do L1 permaneceram isolados. Em fevereiro, cinco pessoas foram indiciadas. Segundo os investigadores, houve falhas de gestão, demora na comunicação ao Corpo de Bombeiros e erros nos protocolos de segurança.
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