Incêndio no Shopping Tijuca começou no subsolo do prédioÉrica Martin/ Arquivo O Dia
As investigações apontaram uma sucessão de falhas que contribuíram para a morte da bombeira civil Emellyn Silva Aguiar Menezes e do supervisor de segurança Anderson Aguiar, além de deixarem quatro pessoas feridas. Ao todo, 38 pessoas foram ouvidas. Os depoimentos e laudos evidenciaram problemas na comunicação após o início das chamas, ausência de alarmes eficazes, evacuação desorganizada, treinamento insuficiente e demora na transmissão de informações precisas sobre o incêndio.
Também foi constatado que a loja não possuía alvará do Corpo de Bombeiros e que o shopping não dispunha de sistema de exaustão adequado para o controle da fumaça. Houve ainda atraso no acionamento da corporação. "O botão de pânico foi pressionado às 18h04, o chamado aos Bombeiros ocorreu apenas às 18h27 e, de forma célere, as equipes chegaram às 18h40", informou a delegacia.
Em relação à fraude processual, apurou-se que responsáveis pelo shopping permitiram a entrada de pessoas em área interditada, e a saída de item que era importante para a investigação.
O laudo técnico concluiu que o incêndio teve origem elétrica previsível, em ambiente inadequado do ponto de vista técnico, sendo agravado por falhas estruturais e de segurança. O documento destaca instalações elétricas em desacordo com normas técnicas, elevada carga de incêndio — inclusive em áreas técnicas —, falhas de compartimentação, atuação insuficiente dos sistemas de combate e ausência de controle eficiente de fumaça. Segundo os peritos, esses fatores contribuíram diretamente para a magnitude e a rápida propagação das chamas.

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