Sede do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, no CentroDivulgação
TCE-RJ amplia controle sobre investimentos públicos em bancos
Auditoria analisará aplicações de R$ 6,5 bilhões no conglomerado Mirae Asset, além do Genial e Digimais
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) decidiu ampliar sua atuação na fiscalização de investimentos realizados pelo Estado em instituições financeiras.
Na última quinta-feira (25), durante sessão plenária, a instituição anunciou uma auditoria extraordinária que amplia o escopo das análises dos investimentos e aplicações realizados pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).
As novas apurações decorrem das análises técnicas realizadas pelo Tribunal durante o exame das Contas de Governo do Estado referentes ao exercício de 2025, na gestão Cláudio Castro, que identificaram inconsistências envolvendo mais de R$ 6,5 bilhões em aplicações financeiras e motivaram o aprofundamento das investigações.
Foi o TCE-RJ o órgão responsável por identificar e levar ao escrutínio as aplicações bilionárias realizadas pelo Estado no Banco Master.
Agora, o Tribunal quer amplia o alcance desse trabalho com a instauração da auditoria extraordinária para examinar investimentos realizados em outras instituições financeiras que também passaram a ser alvo de investigações, operações policiais ou questionamentos por órgãos de controle, entre elas o conglomerado Mirae Asset, o Banco Genial e o Banco Digimais.
Como parte desse trabalho, o presidente do TCE-RJ, Márcio Pacheco, determinou o levantamento de todos os processos fiscalizatórios em tramitação na Corte que tratam de instituições financeiras, como Banco Master, Banco Digimais e outras, bem como daqueles relacionados aos investimentos realizados pelos regimes próprios de previdência.
O objetivo é organizar e integrar as fiscalizações já em curso, permitindo uma atuação ainda mais eficiente e eficaz do Tribunal, com melhor coordenação das ações de controle, racionalização dos procedimentos e fortalecimento do acompanhamento técnico das matérias.
"A fiscalização dos investimentos públicos não começou agora nem se limita a um caso específico. O TCE-RJ mantém uma atuação permanente para assegurar que os recursos da sociedade fluminense sejam administrados com segurança, responsabilidade e transparência", destacou Pacheco.

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