Bárbara morreu estrangulada Reprodução / Redes Sociais
A decisão foi proferida após julgamento presidido pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto. Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e meio cruel.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 29 de setembro de 2024 dentro da residência do réu. Bárbara foi agredida e estrangulada até a morte após um desentendimento com Vitor. Os dois mantinham um relacionamento.
De acordo com a acusação, para dominar a vítima, Vitor utilizou um simulacro de arma de fogo, além de um fio e um pano empregados no estrangulamento. Seu corpo foi localizado em 1º de outubro de 2024, no imóvel onde ele vivia, no Cachambi, na Zona Norte. O laudo apontou que ela morreu por asfixia provocada por esganadura.
Desaparecimento mobilizou familiares
As investigações apontaram que ela havia saído de Copacabana para encontrar o suspeito, proprietário de uma barbearia no Cachambi. O imóvel onde o corpo foi localizado era alugado por ele.
Na época, testemunhas relataram à polícia terem ouvido uma discussão intensa e pedidos de socorro vindos do local. A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e a Delegacia de Homicídios da Capital conduziram as investigações que resultaram na identificação do autor do crime.
Pesquisadora e estudante
Bárbara Vergetti Martins de Souza era formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e havia comemorado recentemente a aprovação para um curso de mestrado.
Nas redes sociais e em atividades acadêmicas, ela costumava abordar temas relacionados a gênero, diversidade e direitos da população LGBTQIA+.
A morte gerou comoção entre amigos, familiares e integrantes da comunidade acadêmica, que acompanharam o andamento das investigações e cobraram a responsabilização do autor.

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