Portal Disque Denúncia divulgou cartaz pedindo informações que ajudem na prisão dos quatro homens envolvidos no estupro coletivoDivulgação / Disque Denúncia
Publicado 07/08/2026 16:51 | Atualizado 07/08/2026 17:14
Rio - A Justiça adiou a última audiência do caso de estupro coletivo, que ocorreria nesta sexta (7), para a próxima quinta-feira (13). Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Matheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin são acusados de violentarem sexualmente uma adolescente de 17 anos em janeiro deste ano, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul.
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AO DIA, o advogado de Bruno, Edson Fontes, informou que a previsão é que na próxima audiência sejam ouvidas as testemunhas de defesa e, na sequência, realizados os interrogatórios dos acusados. O adiamento ocorreu devido o Decreto Estadual nº 50.418, que estabeleceu ponto facultativo nas repartições públicas estaduais nesta sexta, devido a previsão de uma forte ventania.
Os quatro homens, presos desde março, são réus pelos crimes de estupro qualificado, já que a vítima é menor de idade, e cárcere privado. Um adolescente de 17 anos também é apontado como participante do ato infracional.
O advogado afirmou que Bruno aguarda o momento de dar a sua versão dos fatos, com o objetivo de provar sua inocência. "Ele está preso há cinco meses e ainda não teve a oportunidade de ser ouvido sobre os fatos. A defesa aguarda com serenidade esse momento, quando finalmente Bruno será ouvido e responderá a todas as perguntas. Temos convicção em sua inocência e confiança de que o esclarecimento dos fatos demonstrará isso. A verdade também precisa ser ouvida", disse Edson.
A reportagem tenta localizar as defesas dos outros acusados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
Relembre
O estupro coletivo teria acontecido na noite do dia 31 de janeiro, em Copacabana. Segundo a vítima, ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar ao prédio, o rapaz insinuou que fariam "algo diferente", o que foi prontamente recusado por ela.
No interior do apartamento, ela foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam para ela manter relações com eles. Câmeras de segurança mostraram a chegada dos jovens ao apartamento e a saída deles, pouco depois de 1h.
Em um vídeo, divulgado pelo "Fantástico", da TV Globo, eles aparecem comemorando e fazendo piadas, em tom de deboche, enquanto deixam o apartamento onde ocorreu o suposto abuso. "A mãe de alguém teve que chorar porque as nossas mães hoje...", disse um deles. O registro contribuiu para a investigação da 12ª DP (Copacabana).
Em 4 de março, Vitor Hugo e Bruno se entregaram à Polícia Civil. No dia anterior, Mattheus e João Gabriel compareceram na 12ª DP (Copacabana) e na 10ª DP (Botafogo), respectivamente. O adolescente envolvido também se apresentou na 54ª DP (Belford Roxo), na Baixada Fluminense, no dia 6 de março.
No dia 17 de abril, a Vara da Infância e da Juventude da Capital determinou a internação do adolescente. A decisão levou em conta a gravidade do caso e a violência empregada, além do entendimento de que o jovem teria planejado a ação contra a vítima, de 17 anos, com quem mantinha um relacionamento.
Ele ficará em regime fechado por pelo menos seis meses. Na sentença, a juíza Vanessa Cavalieri destacou que a gravidade da conduta e a falta de limites no ambiente familiar contribuíram para a aplicação da medida.
Caso em 2023
Em junho, a https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/06/7264665-acusados-de-estupro-coletivo-em-copacabana-sao-indiciados-por-caso-semelhante.htmlhttps://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/06/7264665-acusados-de-estupro-coletivo-em-copacabana-sao-indiciados-por-caso-semelhante.html, em Botafogo, na mesma região. Neste caso, estavam envolvidos dois dos cinco acusados de participar do crime semelhante em Copacabana.
Segundo as investigações, o suposto abuso de 2023 aconteceu na residência de Mathheus, que na época tinha 17 anos. Em depoimento, a vítima contou que foi atraída para o local pelo adolescente, de então 14 anos, para um encontro privado. Depois de ir para o quarto com o jovem, ela começou a ser coagida a permitir a entrada de Matheus e de Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos.
Ao ser preso, no início de março, Mattheus foi questionado pela polícia sobre as acusações de 2023, mas exerceu seu direito constitucional ao silêncio. O mesmo aconteceu com o adolescente.
Sobre o caso de 2023, ambos vão responder responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado. De acordo com a Polícia Civil, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) já se manifestou a favor da busca e apreensão dos jovens. O processo foi distribuído para a Vara da Infância e da Juventude.
Já Gabriel Palmieri, conhecido como De Paris, foi indiciado por estupro coletivo qualificado. A 12ª DP pediu medidas cautelares diversas da prisão, como proibição de aproximação da vítima, devendo o suspeito ficar em uma distância mínima de 100 metros. Além disso, a distrital também solicitou a proibição de contato com a vítima por qualquer meio e o comparecimento obrigatório em juízo.
Anteriormente, Gabriel compareceu acompanhado de advogada na 12ª DP e negou participação nos fatos, embora tenha confirmado conhecer os outros dois jovens e frequentar a residência de Mattheus.
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