Publicado 09/08/2026 10:01
Rio - A Esquadrilha Ceu, que se apresenta exibindo manobras acrobáticas de voo em eventos, como o Rock in Rio, postou uma homenagem ao piloto Alessandro Rocha, condutor do helicóptero que caiu neste sábado (8) na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte. Além do comandante, três turistas colombianas morreram.
PublicidadeNas redes sociais, o grupo contou que Rocha era um "grande amigo" e que compartilhava a mesma paixão pela aviação que seu integrantes. O esquadrão chegou a realizar uma apresentação, o homenageando pela inauguração de sua escola de aviação civil, em 2024.
"É difícil encontrar palavras quando um companheiro parte. Ficam as lembranças, o carinho, a admiração e a certeza de que aqueles que fizeram da aviação parte de suas vidas nunca deixam verdadeiramente de voar. À família e aos amigos, deixamos nosso mais profundo carinho e nossos sentimentos neste momento de tanta dor. Voe alto, amigo! Você seguirá para sempre voando em nossas lembranças", diz o texto.
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Amigos também lamentaram a perda nas redes sociais. "Ele era um cara totalmente fora da curva. Um coração gigante, uma alegria contagiante, além de um profissional excelente. Um amigo fiel e um pai apaixonado. Que perda. Vai deixar muita saudade, irmão", escreveu uma.
"Como esquecer do cara que me ensinou tudo o que eu sei sobre voar? Um amigo, um pai de família, um guerreiro, uma pessoa totalmente do bem. Estou realmente abalado e triste, porém o que me conforta é saber que ele partiu em direção ao céu fazendo o que ele mais gostava de fazer Descanse em paz, meu querido amigo!", comentou outro.
Em seu perfil, Alessandro postava vídeos pilotando aeronaves. Ele destacava que tinha mais de 20 anos de instrução de ultraleve e helicópteros. O comandante também compartilha momentos com a família. Rocha deixou a mulher e três filhos.
Ainda não há informações sobre o enterro.
Relembre o caso
O helicóptero pilotado por Rocha caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na Zona Norte, no fim da manhã deste sábado (8). A aeronave fazia um voo panorâmico com três turistas colombianas. Os quatro ocupantes morreram carbonizados.
A queda em uma área de mata gerou um incêndio. Bombeiros com especialidade em salvamento, em operações aéreas e combate a incêndios florestais atuaram na ocorrência. Os focos de incêndio foram debelados por volta de 13h. A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais.
O prefixo da aeronave é PP-MFS Robinson R44. O modelo é um helicóptero leve monomotor a pistão de pequeno porte, fabricado nos Estados Unidos pela Robinson Helicopter Company. Ele mede cerca de 11 metros de comprimento, acomoda até três passageiros mais o piloto e tem uma autonomia de voo de aproximadamente 550 km.
Segundo a empresa Voo Rio Panorâmico, a aeronave estava com a manutenção e a documentação em dia. A companhia ainda destacou que Rocha tinha experiência para a condução. Ele mesmo tinha vídeos nas redes sociais pilotando pela empresa.
Além de Alessandro, morreram Rocio Cubillos, de 59 anos; Wendy Manrique, de 37, filha de Rocio; e Sofia Murillo, 17, filha de Wendy e neta de Rocio. A família estava no Rio em uma viagem de comemoração de aniversário de uma parente.
Ainda não há informações sobre a causa do acidente. A Força Aérea Brasileira (FAB), através do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que os investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), com sede no Rio, foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave.
Durante a Ação Inicial, realizada logo depois do evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.
Durante a Ação Inicial, realizada logo depois do evento, investigadores qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.
Nessa etapa, reúnem-se elementos que subsidiarão as fases posteriores da investigação, as quais têm por finalidade identificar possíveis fatores contribuintes para a queda, quando aplicável, permitir a emissão de Recomendações de Segurança voltadas à prevenção de novas ocorrências.
A 19ª DP (Tijuca) também investiga o caso.
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