Publicado 22/09/2026 11:17
O vereador Jorge Canella (União Brasil) foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso restrito na manhã desta terça-feira (22), durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. Com ele, os agentes apreenderam dois fuzis e uma submetralhadora.
Publicidade LEIA MAIS: PF: assessora de Flávio Bolsonaro negociou emendas com miliciano
Na ação, policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e na Câmara Municipal do Rio. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, as armas estavam no endereço da Barra da Tijuca em desacordo com a legislação, o que levou à prisão em flagrante. O parlamentar também é coronel da reserva da Polícia Militar.
O vereador e o armamento foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio. A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II para desarticular organizações criminosas que atuam no estado.
Em nota, a Câmara Municipal do Rio informou que os agentes estiveram na Casa para cumprir um mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Jorge Canella, mas que nenhum bem ou material foi apreendido no local.
Na ação, policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, e na Câmara Municipal do Rio. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, as armas estavam no endereço da Barra da Tijuca em desacordo com a legislação, o que levou à prisão em flagrante. O parlamentar também é coronel da reserva da Polícia Militar.
O vereador e o armamento foram encaminhados à Superintendência Regional da PF no Rio. A operação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II para desarticular organizações criminosas que atuam no estado.
Em nota, a Câmara Municipal do Rio informou que os agentes estiveram na Casa para cumprir um mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Jorge Canella, mas que nenhum bem ou material foi apreendido no local.
Já a Polícia Militar ressaltou que, embora o oficial seja da reserva remunerada, a Corregedoria Geral da Corporação acompanhará a tramitação do processo de investigação, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar no que for necessário. "No âmbito interno da SEPM, o fato será avaliado também em relação ao aspecto disciplinar", frisou.
Segundo a defesa do vereador, representada pelo advogado Gabriel Miranda, todas as armas encontradas na residência de Jorge eram de sua propriedade e estavam legalizadas.
"O político, que é coronel da Polícia Militar, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida", explicou em comunicado.
"O político, que é coronel da Polícia Militar, sempre pautou sua atuação na corporação de forma proba e ilibada e possuía o certificado do armamento. O único questionamento que ensejou o encaminhamento do vereador à Superintendência da PF foi a divergência de endereço de registro das armas, procedimento administrativo que já vinha sendo adotado por ele, em razão de mudança de endereço recente com a sua família. O vereador Jorge Canella confia plenamente na Justiça e esclarecerá todos os questionamentos o mais breve possível para que a verdade seja restabelecida", explicou em comunicado.
Relação entre políticos
Apesar de usar o sobrenome Canella, Jorge não tem parentesco com o ex-prefeito de Belford Roxo e candidato a deputado estadual, Márcio Canella (União Brasil). No entanto, o uso do nome não é por acaso e foi adotado ainda nas eleições de 2024. Aliados políticos há anos, os dois já se referiram publicamente um ao outro como “irmão que a vida me deu”.
A ação desta terça, é um desdobramento da sexta fase da Operação Unha e Carne que prendeu Márcio Canella também por posse ilegal de arma de fogo de calibre restrito.
De acordo com a Polícia Federal, agentes encontraram um fuzil calibre .556 no carro do político, que estava em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste. O ex-prefeito é apontado nas investigações como braço político de um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro. Ainda de acordo com a PF, agentes públicos também estariam envolvidos no esquema, que já teria movimentado R$ 7,6 bilhões.
Márcio, no entanto, deixou a cadeia em 10 de julho. Inicialmente, ele deveria cumprir medidas cautelares, mas a decisão foi revogada no dia 23 do mesmo mês pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Com a decisão, o político deixou de usar tornozeleira eletrônica e não precisou mais cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana.
Pouco depois, Canella chegou a se manifestar sobre o assunto nas redes sociais. “A minha confiança está em Deus, que nunca falha e sempre cuida de nós. ELE me conhece, conhece meu coração, conhece meu trabalho, sabe tudo o que eu fiz na vida pública para melhorar a vida das pessoas em defesa do cidadão de bem. Com fé no coração e gratidão por tudo o que ELE tem feito, sigo em frente numa missão dada por ELE. Vamos para cima!”, disse.
Sobre o fuzil calibre .556 encontrado no porta-malas de seu carro, o ex-prefeito afirmou que a arma pertencia a um sargento da Polícia Militar, que integrava sua equipe de segurança pessoal.
De acordo com a Polícia Federal, agentes encontraram um fuzil calibre .556 no carro do político, que estava em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste. O ex-prefeito é apontado nas investigações como braço político de um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro. Ainda de acordo com a PF, agentes públicos também estariam envolvidos no esquema, que já teria movimentado R$ 7,6 bilhões.
Márcio, no entanto, deixou a cadeia em 10 de julho. Inicialmente, ele deveria cumprir medidas cautelares, mas a decisão foi revogada no dia 23 do mesmo mês pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Com a decisão, o político deixou de usar tornozeleira eletrônica e não precisou mais cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana.
Pouco depois, Canella chegou a se manifestar sobre o assunto nas redes sociais. “A minha confiança está em Deus, que nunca falha e sempre cuida de nós. ELE me conhece, conhece meu coração, conhece meu trabalho, sabe tudo o que eu fiz na vida pública para melhorar a vida das pessoas em defesa do cidadão de bem. Com fé no coração e gratidão por tudo o que ELE tem feito, sigo em frente numa missão dada por ELE. Vamos para cima!”, disse.
Sobre o fuzil calibre .556 encontrado no porta-malas de seu carro, o ex-prefeito afirmou que a arma pertencia a um sargento da Polícia Militar, que integrava sua equipe de segurança pessoal.
Outras fases da operação também já prenderam o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e o ex-deputado estadual TH Joias.
Errata: A reportagem informou anteriormente que o vereador era candidato a deputado federal, o que não procede. A informação foi corrigida às 14h30 desta terça-feira (22).
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.