Prisão de Márcio Canella ocorreu por posse ilegal de fuzilDivulgação / Prefeitura de Belford Roxo

Rio - O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, deixou a prisão no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, no início da noite deste sábado (11). Ele havia sido preso em flagrante, na última terça-feira (7), por posse ilegal de arma de calibre restrito durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal.
Na noite desta sexta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Canella. A decisão ressalta que o ex-prefeito terá que cumprir medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, além de ter o porte de arma suspenso. 
A Polícia Federal havia levado o ex-prefeito de Belford Roxo para prestar depoimento na Superintendência do Rio, na Zona Portuária. No entanto, os agentes encontraram um fuzil no carro de Canella e ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de calibre restrito.
Na residência do político, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, os policiais ainda apreenderam outras armas, munições e relógios de luxo. Com a prisão em flagrante, o pré-candidato ao Senado foi levado à Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8.
As investigações da PF apontam Canella como braço político de um grupo suspeito de usar uma rede de postos de combustíveis, na Região Metropolitana, para lavar dinheiro. De acordo com corporação, há participação de agentes públicos no esquema, que já movimentou R$ 7,6 bilhões.
Segundo investigações, a movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões aconteceu nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), enviado à PF. Além de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros delitos que poderão surgir no decorrer das investigações.