Pinguins-de-MagalhãesSecretaria Municipal de Meio Ambiente e Pesca de São Pedro da Aldeia
Esses animais se reproduzem entre novembro e janeiro, nas águas da Argentina e do Chile, e migram sazonalmente para o norte durante o inverno, usando a plataforma continental próxima à costa do Brasil como rota. Por isso, neste período, é comum que pinguins-de-Magalhães apareçam debilitados na Região dos Lagos. Este, em específico, trilhou uma rota incomum, atravessando o Canal do Itajuru e indo parar na Praia do Siqueira. Posteriormente, ele seguiu até São Pedro da Aldeia, parando apenas na Praia do Boqueirão. É provável que ele tenha nadado por outras partes da laguna, explorando o local e buscando por alimentos.
De acordo com o Instituto Albatroz, que executa o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES) da Petrobras em Cabo Frio, Búzios e parte de Arraial do Cabo, “é comum os pinguins entrarem em estuários – ambiente aquático de transição entre lagunas e o mar – em busca de alimentos e águas tranquilas”. Logo, como estão fracos, é normal procurarem áreas mais calmas, onde tenham que fazer menos esforço para se locomover.
Entre os locais atendidos estão a Praia do Siqueira, em Cabo Frio, e a Praia do Boqueirão, em São Pedro da Aldeia — justamente por onde o pinguim passou antes de ser resgatado. Esses pontos são considerados críticos por conta da baixa renovação hídrica, o que favorece o acúmulo de matéria orgânica.
Além disso, a Praia do Siqueira também está recebendo a implantação da rede separativa de esgoto, que está em operação há quase dois anos, e a obra de ampliação e modernização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Posteriormente, o animal foi entregue à Guarda Ambiental de São Pedro da Aldeia, que o encaminhou para o Instituto BW, onde está passando por reabilitação, mas sem previsão de soltura.
Inclusive, segundo o Instituto, ao encontrar um pinguim-de-Magalhães na faixa de areia, seja ele vivo ou morto, é fundamental seguir algumas orientações para garantir a segurança do animal e o trabalho adequado das equipes responsáveis. A primeira medida é acionar imediatamente a equipe do Instituto BW, pelo telefone 0800 991 4800. Enquanto isso, é importante manter distância do animal e aguardar a chegada dos profissionais especializados.
Recomenda-se também isolar a área para evitar a aproximação de curiosos, cães ou outros predadores. O animal não deve, em hipótese alguma, ser devolvido ao mar por conta própria. Também não se deve colocá-lo em contato com gelo ou dentro de caixas térmicas ou freezers, o que pode agravar seu estado. Caso possível, o ideal é apenas mantê-lo à sombra até o resgate ser efetuado.




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