WASHINGTON, DC - JANUARY 30: First lady Melania Trump claps for Police officer Ryan Holets and his wife during the State of the Union address in the chamber of the U.S. House of Representatives January 30, 2018 in Washington, DC. This is the first State of the Union address given by U.S. President Donald Trump and his second joint-session address to Congress.   Mark Wilson/Getty Images/AFP
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WASHINGTON, DC - JANUARY 30: First lady Melania Trump claps for Police officer Ryan Holets and his wife during the State of the Union address in the chamber of the U.S. House of Representatives January 30, 2018 in Washington, DC. This is the first State of the Union address given by U.S. President Donald Trump and his second joint-session address to Congress. Mark Wilson/Getty Images/AFP CaptionMark Wilson/Getty Images/AFP
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Nova York - Melania Trump se rendeu à tradição na terça-feira: assistiu, assim como todas as primeiras-damas antes dela, ao discurso sobre o Estado da União de seu marido no Congresso, em meio a boatos de problemas conjugais.

Da tribuna reservada a ela na Câmara de Representantes, a ex-modelo eslovena, observada por centenas de convidados, não enviou nenhum sinal claro sobre seu estado de espírito, carregando a mesma máscara austera da maior parte de suas aparições públicas.

Foi o ressurgimento desde que, dia 12, o 'Wall Street Journal' informou o pagamento, na campanha presidencial, de 130 mil dólares a uma ex-atriz pornô, Stormy Daniels, por ter tido relações sexuais com Donald Trump em 2006, quando acabara de se casar com Melania. A Casa Branca negou.

Os sorrisos da Sra. Trump puderam ser contados nos dedos de uma mão na noite de terça-feira. O primeiro, o mais brilhante, esboçou na entrada, ao ser ovacionada. Depois, o tom caído voltou, obrigando os observadores a decifrar o menor de seus gestos. Quando a primeira-dama preferiu aplaudir sentada em algumas das dezenas de ovações que pontuaram o discurso, quis mostrar a moderação de seu apoio ao marido? E o que pensar sobre o fato de Melania Trump ter ido ao Congresso em seu próprio veículo, em vez da limusine presidencial?

Após a acusação envolvendo Stormy Daniels, Melania Trump não se pronunciou publicamente para defender seu marido, contrariamente do que aconteceu com as acusações anteriores de assédio ou agressão sexual.

Acima de tudo, ela cancelou uma viagem a Davos, onde o presidente dos Estados Unidos teve que ir sozinho na semana passada. Ela aproveitou o 'vale-night' para visitar sozinha o Museu do Holocausto em Washington na quinta-feira e ir a Mar-a-Lago na sexta.

A porta-voz da primeira-dama, Stephanie Grisham, denunciou no Twitter informações "sujas e completamente falsas". "Ela está se concentrando em sua família e seu papel como primeira-dama", acrescentou.

De costas para Trump
DACA recipients and their supporters turn their back on President Trump (on screen) as he talks about unity, during a State of the Union party at the Coalition for Humane Immigrant Rights and the California Dream Network offices in Los Angeles, California on January 30, 2018. / AFP PHOTO / Mark RALSTON
DACA recipients and their supporters turn their back on President Trump (on screen) as he talks about unity, during a State of the Union party at the Coalition for Humane Immigrant Rights and the California Dream Network offices in Los Angeles, California on January 30, 2018. / AFP PHOTO / Mark RALSTONAFP/Mark RALSTON
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Integrantes do Daca, programa migratório americano implementado pelo o ex-presidente Barack Obama e eliminado por Trump, deram as costas ontem para o discurso do presidente do país. O grupo 'assistiu' ao pronunciamento em Los Angeles e se manifestaram contra o magnata.
Em outubro, ele extinguiu o projeto que concedia vistos aos que chegaram aos EUA de forma ilegal quando eram crianças.
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No discurso, Trump falou sobre um "Estado de União" e se dirigiu a legisladores do Congresso Americano empacados desde outubro no orçamento federal, paralisado e profundamente dividido sobre o conteúdo de uma reforma migratória que se torna urgente.
Em seu pronunciamento, o presidente ofereceu uma mão negociadora ao opositor Partido Democrata, em um apelo para por "a política de lado e finalmente completar este trabalho".
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