Michael Bolton vai fazer show no Rio - Divulgação
Michael Bolton vai fazer show no RioDivulgação
Por RICARDO SCHOTT

Rio - O sucesso demorou bastante a chegar para um certo garoto judeu do Connecticut. "Foram 18 anos até eu ser reconhecido e ter sucesso!", recorda ninguém menos que Michael Bolton, em papo por e-mail com O DIA. Ele vem para cá no dia 8 de março para um show no Vivo Rio (no dia 13, é a vez do Espaço das Américas, em São Paulo). E traz na bagagem a lista de sucessos que acumulou em meio aos mais de 65 milhões de discos que vendeu: 'That's What Love is All About', 'How Am I Supposed to Live Without You', 'When A Man Loves a Woman' e outros.

E qual foi a primeira vez que ele "conseguiu"? Bolton, hoje um senhor de 64 anos (terá 65 quando subir ao palco do Vivo Rio, já que aniversaria em 26 de fevereiro), lembra que a virada de mesa aconteceu há 31 anos, com 'The Hunger', disco puxado pela releitura de '(Sittin' On) The Dock of the Bay', de Otis Redding.

"Foi aí que vendi dois milhões de discos", conta Bolton. "Rádio era tudo. Não havia mídias sociais. O mundo ainda era um lugar enorme. Para promover um disco eu precisava viajar a vários países. Mas foi isso que sedimentou minha carreira", conta, dando uma dica que pode valer muito para artistas iniciantes: saia do computador e vá até o público.

BOLTON ROQUEIRÃO

Muita gente não sabe ou mal lembra. Mas Bolton, ao começar, era um artista bem mais chegado ao rock. Vá ao Google e procure os dois álbuns de um sujeito cabeludo chamado Michael Bolotin, lançados em 1975 e 1976.

"É meu nome verdadeiro. Mas ninguém conseguia pronunciar isso direito. Tenta aí, conseguiu?", brinca Bolton, um grande fã da música da turma da Motown e da galera do soul: Marvin Gaye, Stevie Wonder, Ray Charles ("tenho que cantar 'Georgia On My Mind' sempre", diz). Mas que nunca se afastou do rock. Se você despreza o som do cantor mas é fã de 'Forever', metal romântico do Kiss lançado em 1990 - e que no Brasil foi da trilha da novela 'Rainha da Sucata' - estava escutando Bolton sem saber. A canção é dele e do guitarrista Paul Stanley.

"Tive uma banda de hard rock chamada Blackjack e o guitarrista dela era o Bruce Kulick. Só que depois ele virou guitarrista do Kiss e me apresentou a Paul, que queria ajuda para compor uma canção para a volta deles. Trabalhamos em Los Angeles, foi fantástico. Paul é um compositor muito talentoso e um homem de negócios experiente", relata.

ABUSO

O cantor mantém a Michael Bolton Charities, que trabalha com crianças e mulheres em situação de abuso ou de pobreza. E se entristece com a demora para que a questão do assédio no showbusiness viesse à tona. "É muito devastador saber quantas pessoas foram silenciadas todos esses anos. Mas todo mundo precisa de uma voz", conta.

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