Ministério do Trabalho acusa grife de luxo de mão de obra escrava

Fiscalização encontrou menores de idade

Por thiago.antunes

São Paulo - Uma auditoria realizada pelo Ministério do Trabalho e Previdência apontou que a Brooksfield Donna, marca feminina de luxo do grupo Via Veneto, utilizava mão de obra escrava em uma de suas fábricas de roupas, localizada na zona leste de São Paulo.

Segunda a auditoria, uma dos funcionárias é filha de 14 anos do dono da fábrica, Felix Gonzalo. Os fiscais encontraram no local mais duas crianças. Na casa onde funciona a fábrica, os auditores flagraram cinco bolivianos que costuravam ao menos 12 horas por dia, sete dias por semana, e moravam dentro do local de trabalho.

Fiscalização encontrou menores de idadeDivulgação

Segundo o Ministério do Trabalho, “as condições de segurança e saúde eram inexistentes, tanto nos locais de trabalho, como nos locais de moradia". O documento diz ainda que a empresa se recusou a pagar os direitos trabalhistas dos funcionários, estimados em R$ 17, 8 mil.

Em nota, a Via Veneto assegurou que “não mantém e nunca manteve relações com trabalhadores eventualmente enquadrados em situação análoga a de escravos”. 

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