Caso Daniel: Outros jovens reforçam que Brittes ameaçou testemunhas e mandou que alterassem cena do crime

Dois jovens que participaram da pós-festa na casa de Alana Brittes prestaram depoimentos à polícia

Por O Dia

Namorada de Eduardo Silva, adolescente de 17 anos presta depoimentos
Namorada de Eduardo Silva, adolescente de 17 anos presta depoimentos -

Rio - Novos depoimentos dão conta de que Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel Freitas, agiu para alterar a cena do crime e ameaçou testemunhas. A Polícia Civil do Paraná ouviu na terça-feira mais duas testemunhas que participaram do pós-festa de Alana Brittes, amiga de Daniel, na casa da família.

Um dos jovens contou que ao ver Edison batendo no jogador Daniel Freitas saiu da casa, pulando o muro.

Casa da família Brittes, onde Daniel foi espancado - Reprodução/ RPC

Uma adolescente também depôs. Ela é namorada do suspeito Eduardo Silva, que é primo de Cris Brittes, cuja família diz ter sido vítima de tentativa de estupro por Daniel. Em seu depoimento, a menor de idade reforçou que Edison Brittes mandou os convidados limparem as manchas de sangue da casa. A informação havia sido revelada por Evellyn na segunda-feira, uma jovem que ficou com Daniel naquela noite. As informações foram divulgadas pela TV Globo.

Evellyn também disse que Edison coagiu a todos para darem uma mesma versão dos fatos daquela noite à polícia: a de que o portão da casa ficou aberto e que Daniel teria saído por conta própria sem falar com ninguém.

Segundo a moça que ficou com Daniel, Brittes teria ameaçado os jovens, caso contassem o que realmente aconteceu. Ele teria dito que "todos haviam visto o que é capaz de fazer".

A jovem revelou que Edison mostrou uma 'novidade': a foto do corpo de Daniel no matagal onde foi morto. Na terça-feira ela voltou à Delegacia para reconhecer uma foto. 

Seis pessoas estão presas por suspeita de envolvimento com o crime: Edison Brittes, a mulher, Cristiana Brittes, a filha, Alana Brittes, e três homens que entraram no carro do empresário para levar o jogador até o matagal onde o corpo foi encontrado: Ygor King, David Willian da Silva e Eduardo Silva.

A defesa de Brittes nega que o cliente tenha coagido testemunhas.

Evellyn prestou depoimento na tarde de segunda-feira. Até agora, a polícia ouviu pelo menos 17 testemunhas. 

O advogado disse que Evellyn conhecia Alana há cerca de um ano e foi convidada para a festa. A jovem não conhecia Daniel, apenas o beijou no camarote da casa noturna Shed em Curitiba, onde era celebrada a festa de Allana Brittes. Ela disse que os dois conversaram amenidades como falar sobre os respectivos filhos.

Evelin disse que Daniel chegou à casa da família Brittes, após a festa, sem ser convidado e que ele "não aparentava estar embriagado". Daniel, de acordo com ela, estava "tranquilo e conversava normalmente".

A jovem contou que estava dormindo antes das agressões contra Daniel e que "não ouviu em nenhum momento qualquer solicitação de socorro por parte de Cris". Ela ressaltou que Cristiana Brittes não relatou "abuso sexual ou estupro por parte de Daniel".

Galeria de Fotos

Namorada de Eduardo Silva, adolescente de 17 anos presta depoimentos Reprodução/ RPC
Vídeo de câmera de segurança em praça de alimentação mostra Edison Brittes, na presença da filha e da mulher, conversando com dois suspeitos. O terceiro chegaria em seguida Divulgação/ Polícia Civil
Agente deu conselhos a Brittes, que matou jogador de futebol Reprodução/ TV Globo
Eduardo Henrique da Silva, de 19 anos, foi preso em Foz de Iguaçu Reprodução/ TV RPC
Ygor King, de 19 anos, e David Willian da Silva, de 18 anos, se apresentaram à Polícia Civil de São José dos Pinhais acompanhados de advogados Reprodução/ TV Globo
Casa da família Brittes, onde Daniel foi espancado Reprodução/ RPC

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