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Legista revela que atiradores morreram com tiros dados com arma encostada na cabeça

A revelação reforça a tese do pacto entre atiradores, já que apenas uma arma de fogo estava com a dupla. O laudo ainda não foi concluído

Por O Dia

Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, local do massacre
Escola Professor Raul Brasil, em Suzano, local do massacre -

Rio - Um médico-legista que trabalha no Insituto Médico Legal (IML) de Mogi das Cruzes disse que os dois responsáveis pelo massacre em Suzano vieram a óbito após um disparo dado com a arma encostada na cabeça. A revelação reforça a tese do pacto entre os criminosos, já que apenas uma arma de fogo estava com a dupla. O laudo ainda não foi concluído.

O médico afirmou que, durante a perícia do crime, foram encontrados vestígios de pólvora dentro das perfurações dos tiros que provocaram as mortes, conforme revelado no Bom Dia SP , da TV Globo. A polícia disse que um atirador matou o outro e em seguida cometeu suicídio. 

Como foi o massacre

Por volta de 9h15, um dos atiradores entrou na loja de carros seminovos de um tio, Jorge Antônio Moraes. Ele disparou três vezes contra seu tio, que o teria repreendido por ter abandonado os estudos. Foi a primeira morte do dia. O rapaz embarcou em um carro, alugado pouco antes, onde estava o segundo atirador. Os dois seguiram para a escola, que fica a 350 metros da loja. Alertada, a polícia foi atrás do carro, um Ônix branco. Quando o localizou, na porta da escola, o tiroteio no interior do prédio já estava em curso.

 

A câmera no pátio da escola mostra que um dos criminosos, após sacar o revólver, atinge estudantes e funcionários e depois segue em direção a uma das salas da escola, onde havia cerca de 400 alunos. Em seguida, o outro entra e se arma com uma besta (uma arma que dispara flechas) e uma machadinha, com a qual atinge as pessoas já caídas no chão, antes de seguir o amigo.

Os dois rapazes tinham se preparado para a ação, pesquisando massacres semelhantes em escolas no Brasil e, principalmente, nos Estados Unidos. Nas mochilas que levavam, havia ainda três coquetéis molotov e um arco e flecha comum.

Cinco alunos e dois funcionários foram mortos em menos de dez minutos. Quando os assassinos avistaram policiais que tinham entrado na escola, o mais jovem puxou o amigo para um corredor, atirou na cabeça dele e, em seguida, se suicidou.

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