Em semana movimentada, Bolsonaro faz live para falar sobre bananas e encontro com Trump

Presidente havia prometido fazer uma transmissão toda quinta-feira para comentar os principais assuntos da semana

Por O Dia

Bolsonaro fará uma live toda quinta-feira para comentar os assuntos que julgar mais importantes durante a semana
Bolsonaro fará uma live toda quinta-feira para comentar os assuntos que julgar mais importantes durante a semana -

Rio - Bolsonaro realizou a segunda edição de sua live semanal na tarde desta quinta-feira. Na última, prometeu comentar os principais assuntos da semana. O presidente abriu a transmissão prestando condolências às vítimas do massacre em Suzano, na Grande São Paulo.

Em seguida, durante quase 18 minutos de transmissão, Bolsonaro e ministro da Saúde, Luiz Henrique Mendetta, e ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, falaram pouco mais de 2 minutos sobre uma campanha de vacinação contra gripe, pouco mais de 3 minutos sobre a importação de bananas do Equador e a produção de bananas no Vale do Ribeira e cerca de 6 minutos sobre o encontro com Donald Trump e a relação do Brasil com os Estados Unidos. Estes foram os assuntos mais comentados.

O presidente não fez nenhuma menção à prisão do PM reformado Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, apontados como assassinos da vereadora Marielle Franco (PSOL). A execução completa um ano nesta quinta-feira. Lessa é vizinho de Jair Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra, e Élcio tirou uma foto com o presidente em 2011. O filho do presidente, Flávio Bolsonaro, já prestou homenagens a milicianos integrantes do Escritório do Crime, que domina a região do Rio das Pedras, lugar onde Lessa já teve uma academia. Nenhum destes assuntos foi comentado por Bolsonaro e seus ministros.

A campanha de vacinação contra gripe foi antecipada no Amazonas devido a um número de óbitos atípicos, explicou Mendetta. 

Sobre as bananas, Bolsonaro se defendeu das críticas de um colunista do jornal Folha de S. Paulo, que acusou o presidente de favorecer familiares produtores na região do Vale do Ribeira. Bolsonaro esclareceu que possui família morando no local, mas nenhum deles é produtor de banana. Ele comentou a exportação de bananas do Equador e a produção de bananas na região do interior de São Paulo. O texto a que Bolsonaro se referia, no entanto, tinha como principal denúncia a liberação de agrotóxicos durante o atual governo, sem precedentes na história do país. Bolsonaro não falou nada sobre agrotóxicos.

Em seguida, Ernesto Araújo comentou a viagem com o presidente aos Estados Unidos, marcada para a manhã do próximo domingo. Lá, pretendem estreitar relações com Donald Trump, cujo mandato termina em 2020, e firmar um novo acordo para o uso comercial da base de lançamento de Alcântara. Após a mudança, os Estados Unidos poderão usar a base, situada no município de Alcântara, na região metropolitana de São Luís, para lançar satélites, foguetes e mísseis. 

Bolsonaro anunciou ainda que a próxima viagem será para Israel, um país "irmão e amigo", e que pretende ir à China no segundo semestre.

O presidente também externou o desejo de anular a placa de trânsito do Mercosul. "É um constrangimento, uma despesa a mais para a população", afirmou. 

No início da transmissão, Bolsonaro leu alguns dos decretos do Diário Oficial da União, e exaltou a medida em que cortou 21 mil cargos comissionados. Ele estima economizar R$ 200 milhões com o corte.

As próximas transmissões serão feitas às 19h, toda quinta-feira.

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