Bolsonaro leva humorista para falar com jornalistas e evita comentar resultado do PIB

Márvio Lúcio, o Carioca, distribuiu bananas à imprensa enquanto interpretava o presidente

Por O Dia

Presidente Jair Bolsonaro leva humorista para cumprimentar populares e falar à imprensa no Palácio Alvorada
Presidente Jair Bolsonaro leva humorista para cumprimentar populares e falar à imprensa no Palácio Alvorada -
Rio - O presidente Jair Bolsonaro levou, na manhã desta quarta-feira, um humorista caracterizado com a faixa presidencial para responder as perguntas da imprensa e cumprimentar populares no Palácio da Alvorada. Um dos principais assuntos da manhã é a divulgação pelo IBGE do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2019, que cresceu apenas 1,1%. 
Em vídeo divulgado nas redes do presidente da República, os repórteres pedem um comentário sobre o PIB, que é respondido pelo humorista Márvio Lúcio, o Carioca. "PIB? O que é PIB? Pergunta para eles (jornalistas) o que é PIB", disse Bolsonaro ao humorista da Record TV.
O jornalista reforça que a pergunta é para o presidente. "Isso é com o Paulo Guedes, Paulo Guedes", rebate Carioca. "Posto Ipiranga", sugere Bolsonaro ao humorista.

O humorista também distribuiu bananas aos jornalistas, interpretando o presidente Bolsonaro. Carioca se posicionou para dar a entrevista coletiva e pediu que a imprensa fizesse perguntas, o que não aconteceu.
 
Em recuperação lenta, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 1,1% em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. A previsão no fim do ano passado era de 1,17%. Em dezembro de 2018, as projeções, com a posse do novo governo, apontavam para um crescimento de 2,5% em 2019.

Foi o terceiro ano de crescimento fraco da economia brasileira. Em 2017 e em 2018, a primeira divulgação do PIB mostrou expansão de 1,1%. Posteriormente, os dados foram revisados para 1,3%. Em 2015 e 2016, houve queda no PIB.

Na segunda-feira, o Banco Central divulgou estimativa de alta de 2,17% para 2020.

A guerra comercial entre China e EUA e a crise argentina, são fatores externos, e a instabilidade política do governo, questão interna, que pesaram para o fraco desempenho, além da frustração em relação aos efeitos com a aprovação da reforma da Previdência e a liberação de recursos do FGTS.
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