Equipes de emergência se reúnem em frente a um prédio atingido por um ataque israelense em TeerãAFP
"O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em nota.
O Itamaraty disse ainda que os ataques promovidos por Israel "ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial".
"O Brasil insta todas as partes envolvidas ao exercício da máxima contenção e exorta ao fim imediato das hostilidades", completou.
Em uma carta dirigida às Nações Unidas, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, qualificou o ataque como uma "declaração de guerra" e "pediu ao Conselho de Segurança que aborde o tema de maneira imediata", informou a pasta.
Nascido em 1960, Hossein Salami aparecia com frequência na televisão com discursos exaltados, repetindo a narrativa que os líderes iranianos apresentam regularmente contra Israel.
"Abdolhamid Minouchehr, Ahmadreza Zolfaghari, Amirhossein Feqhi, Motalleblizadeh, Mohammad Mehdi Tehranchi e Fereydoun Abbasi foram os cientistas nucleares martirizados no ataque de Israel", anunciou a agência de notícias Tasnim.
Mohammad Mehdi Tehranchi era o presidente da Universidade Islâmica Azad do Irã e Fereydoun Abbasi foi diretor da Organização de Energia Atômica do país.
Os ataques atingiram múltiplos alvos no Irã, incluindo edifícios residenciais em Teerã, além de uma instalação crucial de enriquecimento nuclear no centro do país.
“Por enquanto, 95 pessoas ficaram feridas e foram levadas aos centros médicos em 12 províncias atacadas”, declarou à televisão o porta-voz dos serviços de emergência a nível nacional, Mojtaba Jaledi.

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