"A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito", escreveu o presidente brasileiro X, antigo Twitter.
Mais cedo, Trump havia dito que a única culpa de Jair Bolsonaro era ter defendido o povo e que o ex-presidente brasileiro está sendo perseguido.
"O Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu tenho assistido, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de ir atrás dele, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo POVO. Eu conheci Jair Bolsonaro, e ele foi um líder forte, que realmente amava seu país — também, um negociador muito duro em comércio. Sua eleição foi muito apertada e agora, ele está liderando nas pesquisas", escreveu.
"Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político — algo que eu sei muito sobre! Aconteceu comigo, vezes 10, e agora nosso país é o 'mais quente' do mundo! O Grande Povo do Brasil não vai tolerar o que eles estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei de olho à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto", acrescentou.
"O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil — chama-se eleição. Deixe Bolsonaro em paz!", finalizou.
Ameaça a apoiadores do Brics
A declaração acontece após Trump ter publicado contra os Brics ameaçando taxas para quem apoiasse as ações que ele chamou de 'antiamericanas' do bloco econômico, liderado agora pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Depois da divulgação da declaração final da cúpula no Rio de Janeiro, prometeu ameaçou aplicar tarifas extras de 10% a partir de primeiro de agosto.
Bolsonaro é réu por tentativa de golpe
Em fevereiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Bolsonaro, de 70 anos, de liderar uma "organização criminosa" para não reconhecer o resultado das eleições de outubro de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele foi apontado pela PGR como chefe do grupo. Para a procuradoria, além de ter incentivado acampamentos nos quartéis, disseminou ataques às urnas, editou o decreto golpista e pressionou militares a aderir ao golpe. O plano golpista ainda contemplava o assassinato de Lula, Alexandre de Moraes e Geraldo Alckmim, segundo a PGR.
A suposta trama teria fracassado por falta de apoio dos comandantes militares, mas Bolsonaro e outros sete ex-colaboradores podem receber sentenças de 40 anos de prisão se forem condenados pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
O líder da direita insiste em retornar à política, apesar de estar inelegível para as eleições de 2026, e nega as acusações, declarando-se perseguido pela Justiça.
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