Flávio Bolsonaro defendeu o pai após pedido de condenação feito pelo PGRJefferson Rudy/Agência Senado

O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, nesta terça-feira (15), após o pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), feito pela PGR na noite desta segunda-feira (14).
"O PGR deve ter tomado altas doses de Diazepam, que causam confusão mental e alucinações. No nosso dicionário não existe a palavra medo, existe a palavra fé!", escreveu o político em um trecho do posicionamento.
Na sequência, ele afirmou que "a democracia no Brasil foi sequestrada" e depois citou uma frase do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin.
"O remédio é forte e amargo, mas necessário para acabar com o câncer em metástase que atingiu os órgãos vitais da nossa Nação! 'Na há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos' (07/Ago/2016, Cristiano Zanin, advogado de lula)", escreveu.
Pedido de prisão do PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.
No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus:

- Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
- General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência - Abin;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
- Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações.
Com informações da Agência Brasil.