Para Lindbergh Farias, medida de Trump contra Moraes fere a soberania nacionalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Líder do PT aciona STF para impedir bloqueio de contas de Moraes, previsto pela Lei Magnitsky
Na ação cautelar protocolada no Supremo, Lindbergh Farias pede que 'nenhuma instituição financeira brasileira execute, replique ou dê eficácia material' à restrição imposta pelos EUA
São Paulo - O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir que bancos que operam no Brasil apliquem as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao ministro da Corte Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky.
Moraes foi sancionado pelo governo de Donald Trump na quarta-feira, 30. O decreto prevê restrição de entrada nos Estados Unidos, além de bloqueio de bens. A norma também prevê que empresas que mantenham ativos nos Estados Unidos estão proibidas de prestar serviços a Moraes, o que pode afetar as contas bancárias do ministro.
Na ação cautelar protocolada no STF, Lindbergh pede que "nenhuma instituição financeira brasileira execute, replique ou dê eficácia material" à restrição prevista pela Lei Magnitsky. Segundo a petição, o cumprimento da norma do governo americano seria uma "transferência de soberania incompatível com a Constituição".
Alexandre de Moraes é a primeira autoridade de um país democrático a ser punida com a Lei Magnitsky, criada para restringir direitos de violadores graves dos direitos humanos, como condenados por tortura, terrorismo, tráfico humano e assassinatos em série.
O ativista William Browder, que fez campanha para a aprovação da lei em 2012, criticou a punição ao magistrado brasileiro. Para Browder, o decreto do governo Trump é um "momento vergonhoso".
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.