Eduardo questionou o porquê da PF não ter incluído autoridades americanas nas investigaçõesFabio Rodrigues-Pozzebom/ Agencia Brasil
Eduardo Bolsonaro diz que atuação nos EUA não teve como objetivo interferir em processos no Brasil
Para o parlamentar, foco é no projeto que prevê a anistia aos cidadãos envolvidos nos protestos do 8 de janeiro
Eduardo Bolsonaro postou, nesta quarta-feira (20), em seu perfil no X (antigo Twitter), uma nota de esclarecimento ao tomar conhecimento sobre o relatório divulgado pela Polícia Federal que indicia ele e seu pai, o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. Os dois são acusados de obstrução de Justiça no processo que apura a possível tentativa de golpe de Estado.
Na publicação, o deputado alega que nunca teve como objetivo, em sua missão nos EUA, de interferir em qualquer processo em curso no Brasil. Ele afirma que, na verdade, sempre defendeu "um restabelecimento das liberdades individuais no país, por meio da via legislativa". Para o parlamentar, o foco é no projeto que prevê a anistia aos cidadãos envolvidos nos protestos do 8 de janeiro.
Além disso, Eduardo questionou o porquê da Polícia Federal não ter incluído autoridades americanas como Donald Trump e Marco Rubio nas investigações. Isso porque a justificativa para o indiciamento dele e de Jair Bolsonaro seria a intenção de influenciar políticas do governo, o que os EUA têm feito desde o começo de julho por meio das tarifas comerciais impostas sobre o Brasil.
O filho do ex-chefe do Executivo ressalta, ainda, que por viver nos Estados Unidos, possui o direito de "peticionar nossas demandas ao governo que rege a nossa jurisdição", referindo-se à sua atuação junto ao governo norte-americano para sancionar o Brasil através de tarifas.
O texto segue com Eduardo lamentando o vazamento de conversas privadas entre ele, o pai e aliados. Para o parlamentar, a ação se trata de "desgaste político".
O deputado finaliza a mensagem dizendo que luta contra a "ditadura brasileira" e que se esse for seu crime, declara-se culpado.

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