Segundo a PF, mais de mil posto estão envolvidos no esquema de fraudes nos combustíveisRenan Areias / Agência O Dia
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira, 28, a Operação Carbono Oculto, com apoio do Ministério Público e das Receitas Estadual e Federal, no que é a maior operação do tipo já feita para combater a infiltração do crime organizado na economia formal. As investigações incluem o principal centro financeiro do País, a chamada Faria Lima, em São Paulo, e postos de abastecimento.
Segundo a FUP, o esquema, comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), prejudicou não apenas os consumidores, mas toda a cadeia econômica ligada aos combustíveis: da indústria de transportes e logística ao agronegócio, passando por comércio, serviços e pela arrecadação tributária de estados e municípios, cuja perda de recursos afeta diretamente a saúde, a educação e outros serviços públicos essenciais.
"Segundo a investigação da Receita Federal, foram utilizados mais de mil postos de combustíveis para movimentar R$ 52 bilhões de 2020 a 2024", aponta a FUP. Parte dessas operações ocorreu na Avenida Faria Lima, principal centro financeiro do País, onde a Receita Federal já identificou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, controlados pelo PCC.
A FUP afirma que o governo precisa reestatizar as refinarias privatizadas da Petrobras, investir em outras tecnologias para combustíveis do futuro — a partir do hidrogênio e e-Metanol com Refinarias Verdes — e voltar, de vez, para a distribuição e comercialização de combustíveis por meio da estatal, "para que os preços no Brasil voltem a ser justos e de acordo com a nova política de preços usada e aplicada pela empresa em suas refinarias, e evitarmos essas fraudes e as importações de combustíveis", afirmou a FUP.
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