Advogado Andrew Farias, que representa o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio NogueiraReprodução / TV Justiça

O advogado Andrew Farias, que representa o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, protagonizou um momento de descontração no segundo dia do julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sustentação oral nesta terça-feira (3), ele parafraseou a sogra ao criticar os termos usados pelo Ministério Público na denúncia e arrancou risos dos ministros da Primeira Turma.
"Eu lembro da minha sogra, que fala: 'Às vezes as palavras são como um punhal, uma arma, machucam, doem'. E por que lembrei da minha querida sogra?", explicava Farias, quando foi interrompido pelo ministro Flávio Dino: "Eu estou curioso".
Alexandre de Moraes entrou na sequência: "A sua sogra fala isso ou as palavras dela são um punhal?", questionou, em tom de brincadeira.
Entre risos no plenário, o advogado negou que as palavras da sogra sejam como um punhal e completou: "Minha querida sogra, tenho um amor profundo por ela. Honestamente, ela me trata muito melhor do que eu mereço, tenho amor profundo por ela".
Veja o vídeo:


Na sequência, Farias continuou o raciocínio, dizendo que as palavras usadas pelo Ministério Público (MP) foram duras no trecho da denúncia em que o órgão cita uma reunião convocada por Nogueira, em 14 de dezembro de 2022, com o objetivo de "pressionar os comandantes militares a aderirem a uma insurreição".
 
Horários
- 2 de setembro – 9h e 14h;
- 3 de setembro – 9h;
- 9 de setembro – 9h e 14h;
- 10 de setembro –9h;
- 12 de setembro – 9h e 14h.

Réus
- Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
- Alexandre Ramagem - ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier- ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
- Augusto Heleno - ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
- Paulo Sérgio Nogueira - ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto - ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022;
- Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

PGR pediu condenação pelos crimes

- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: pena de 4 anos (mínimo) a 8 anos (máximo);
- Tentativa de golpe de Estado: pena de 4 anos (mínima) a 12 anos (máxima);
- Participação em organização criminosa armada: pena de 3 anos (mínima) a 8 anos (máxima) – pode chegar a 17 anos, com as agravantes de uso de arma de fogo e participação de agentes públicos;
- Dano qualificado: pena seis meses (mínima) a 3 anos (máxima); e
- Deterioração de patrimônio tombado: um ano (mínima) a 3 anos (máxima).
Caso considerem que deve haver a condenação, os ministros avaliarão a possibilidade de somar as penas estabelecidas em cada crime.