Anderson TorresTon Molina/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (10) pela absolvição integral do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres das acusações ligadas à trama golpista. Torres respondia pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado.
Segundo Fux, apesar de Torres ter participado de reuniões com militares e integrantes da cúpula do Executivo, não existem provas concretas que o incriminem. “A despeito de o réu Anderson Torres ter participado de reuniões com militares e autoridades da cúpula do poder executivo federal, não há qualquer documento, imagem ou vídeo que comprove que o réu determinou e planejou a abolição do Estado democrático de Direito. Também não há qualquer prova de que atuou ou determinou que, em seu nome, atuassem com violência ou grave ameaça”, afirmou o ministro.

O magistrado também abordou as investigações da Polícia Federal sobre o suposto direcionamento do policiamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno das eleições de 2022. Para Fux, não há evidências que sustentem essa tese. “A blitz em uma cidade específica não autoriza a conclusão geral e ampla de que a PRF estava realizando operações com o intuito exclusivo de prejudicar o candidato vencedor à presidência da época”, disse.

Com isso, Fux afastou qualquer responsabilidade de Torres nas acusações de que a PRF teria atuado de forma deliberada para dificultar o acesso de eleitores ao pleito.