Damares Alves, senadora pelo DF e aliada de Jair BolsonaroReprodução / X

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se posicionou nas redes sociais após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de aliados por crimes envolvendo a trama golpista. Em publicação feita na noite desta quinta-feira (11), ela prometeu não descansar diante do que acredita ser uma "injustiça".
"Não vou descansar enquanto tamanha injustiça estiver sendo perpretada no Brasil. Não existe golpe sem deposição de governo", escreveu.
Na sequência, ela garante que a "anistia vai passar" e pede que os apoiadores "mantenham a esperança".
"Essa narrativa não vai funcionar. O mundo vai saber a verdade sobre o que está acontecendo no Brasil, com a conivência de alguns órgãos de imprensa. A anistia vai passar. Mantenham a esperança", disse.
A senadora também destacou que considerou muito positivo o voto do ministro Luiz Fux, o único da Primeira Turma do STF que se posicionou a favor da anulação do processo.
"Essa farsa jurídica montada por quatro membros da 1ª Turma do STF não apaga o voto brilhante e sóbrio do ministro Luiz Fux. Ainda temos a esperança de que vossas excelências que ainda não se convenceram de que estão matando a democracia e o Estado de Direito o façam o mais rapidamente possível", escreveu.
Condenação
Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. Entre os condenados estão:

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República

Alexandre Ramagem - ex-diretor da Abin

Almir Garnier - ex-comandante da Marinha

Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF

Walter Braga Netto - ex-ministro e candidato a vice em 2022
General Heleno - ex-ministro de Estado

Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

A exceção é Alexandre Ramagem, condenado apenas pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, devido à suspensão de parte das acusações, por ser deputado federal em exercício.