Deputado Federal Nikolas Ferreira questiona pena de BolsonaroBruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal de condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Segundo o parlamentar, "nem mesmo homicidas" têm penas deste tamanho.
"27 anos de prisão. Formou-se a 'maioria' no STF para condenar Bolsonaro. Nem mesmo homicidas, corruptos e traficantes costumam ter penas semelhantes. Infelizmente, nada surpreendente", escreveu.
Em seguida, ele descredibilizou a STF e insinuou que os juízes responsáveis pelo caso não são imparciais.
"Entre os julgadores que deveriam ser imparciais estão: advogado, amigo e indicado por Lula para estar ali. Entre a encenação e a Constituição, infelizmente prevaleceu a encenação".
Por fim, assim como diversos político de direita, ele valorizou o voto no ministro Luiz Fux, que se posicionou a favor da anulação do processo.
"Registro meu respeito ao lúcido voto do Min. Fux - que demonstrou o óbvio: o STF é incompetente para julgar o caso, além da insuficiência de provas para a condenação. Divergência rara num tribunal cada vez mais parecido com um diretório partidário".
Condenação
Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do STF condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado. Entre os condenados estão:

Jair Bolsonaro – ex-presidente da República

Alexandre Ramagem - ex-diretor da Abin

Almir Garnier - ex-comandante da Marinha

Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF

Walter Braga Netto - ex-ministro e candidato a vice em 2022
General Heleno - ex-ministro de Estado
Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

A exceção é Alexandre Ramagem, condenado apenas pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, devido à suspensão de parte das acusações, por ser deputado federal em exercício.