Ministério Público requereu ainda a fixação de indenização mínima de R$ 150 mil em favor da família do gariDivulgação / MPMG
De acordo com a promotoria, os trabalhos da Polícia Militar e Civil reuniram provas suficientes que apontam os crimes de homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e fraude processual. O caso ocorreu no dia 11 de agosto.
Segundo a denúncia, o empresário efetuou um disparo de arma de fogo em direção ao gari enquanto ele trabalhava. O disparo atingiu a vítima no abdômen, causando sua morte. A motivação do crime teria sido uma breve retenção no trânsito devido à coleta de lixo na região.
Agora, o órgão aguarda a apreciação da Justiça e diz que espera uma decisão em até um ano.
"Infelizmente, nós vivemos no país que mais mata no planeta. [...] Eu acredito que, talvez, em menos de um ano, nós possamos ter talvez uma decisão de pronúncia, se houver prova para tanto", afirmou o promotor de Justiça Cláudio Barros.
Após o crime, ele tentou enganar a perícia ao pedir que sua mulher - uma delegada da Polícia Civil - entregasse uma arma diferente da que foi usada no assassinato, configurando em fraude processual.
Prisão preventiva
A prisão em flagrante do acusado foi convertida em prisão preventiva em audiência de custódia. Conforme o Ministério Público, a medida é necessária diante da gravidade concreta dos fatos e do risco de comprometimento da instrução criminal.
"O homicídio cometido em plena luz do dia, em via pública movimentada e contra trabalhador que exercia função essencial, chocou não apenas a capital mineira, mas todo o país, sendo inadequadas medidas cautelares alternativas à prisão", aponta Claudio Barros.
Na denúncia, o órgão requereu ainda a fixação de indenização mínima de R$ 150 mil em favor da família de Laudemir. O valor poderá ser ainda maior valor, caso se constate a extensão dos danos morais e materiais.



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