Haddad participa da reunião do Círculo de Ministros de Finanças da COP30Jose Cruz / Agência Brasil
Relatório do Círculo de Ministros de Finanças da COP30 terá cinco prioridades, diz Haddad
Documento final será apresentado esta semana em Washington, durante os encontros anuais do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, 13, que o Círculo de Ministros de Finanças da COP30 vai apresentar cinco prioridades para ampliar o financiamento aos países em desenvolvimento. Ele participa de um encontro preparatório para a COP, o chamado "Pré-COP", na capital federal.
As cinco prioridades são: aumentar o financiamento concessional e os fundos climáticos; reformar os bancos multilaterais de desenvolvimento; fortalecer as capacidades domésticas e as plataformas de país, ampliando a atratividade de capital sustentável; promover inovação financeira e mobilizar o setor privado; e aprimorar os marcos regulatórios do financiamento climático.
Junto ao relatório, o círculo também vem trabalhando em iniciativas estratégicas para a agenda da COP30, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), a Coalizão Aberta para Integração dos Mercados de Carbono, e a Supertaxonomia para garantir a compatibilidade entre taxonomias nacionais para investimentos sustentáveis.
"Essas iniciativas traduzem, de forma prática, o que o Círculo tem defendido: cooperação, inovação e escala para transformar ambição em resultados concretos", disse Haddad.
O relatório final será apresentado esta semana em Washington, nos Estados Unidos, durante os encontros anuais do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI). Tanto o texto, como a Agenda de Ação da COP serão debatidos em São Paulo, no começo de novembro, e formalmente apresentados na COP, em Belém (PA).
Haddad reforçou que ainda serão apresentadas contribuições, do Ministério da Fazenda, à construção do "Mapa do Caminho de Baku a Belém para US$ 1,3 trilhão". Esse documento indicará quais os caminhos para a garantia do financiamento de US$ 1,3 trilhão anuais, até 2035, aos países em desenvolvimento. Os valores são, por exemplo, para a implementação de ações de redução de emissão de gases de efeito estufa.
No ano passado, na COP em Baku (Azerbaijão), foi estabelecido que os países desenvolvidos devem "assumir a liderança" no fornecimento de, pelo menos, US$ 300 bilhões anuais até 2035, muito aquém do que é considerado necessário. O Brasil vai apresentar, junto com o Azerbaijão, um "mapa do caminho" para alcançar a meta de US$ 1,3 trilhão.
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