Número de jovens vítimas de fraudes digitais registra alta expressiva, segundo o SerasaReprodução / Internet

O Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian evitou mais de 6,9 milhões de ataques no País durante o primeiro semestre deste ano, o maior volume já registrado na série histórica do levantamento. O crescimento também foi observado em todas as unidades da federação, modalidades de golpe e faixas etárias. Mas, além da quantidade expressiva, um recorte por idade em 2025 acende um sinal de alerta: as investidas contra jovens de até 25 anos cresceram mais de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, representando a maior taxa de aumento entre todas as idades.

“O aumento nas tentativas de fraude é um reflexo direto da crescente digitalização dos consumidores e do uso intensivo de tecnologia pelos fraudadores, que hoje conseguem aplicar golpes em larga escala e com alto grau de personalização”, afirma o diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez. “Ao longo do tempo, algumas nuances passam a se destacar, e a mais recente é a escalada das investidas contra os mais jovens, um público tradicionalmente menos associado a golpes”, complementa.

No primeiro semestre, foram registradas 1.042.031 tentativas de fraude contra pessoas de até 25 anos, um aumento de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o total foi de 728 mil. De acordo com o indicador da datatech, a curva de crescimento entre os mais jovens vem se intensificando mês a mês ao longo de 2025. O volume superou, inclusive, o observado entre indivíduos de 51 a 60 anos (946 mil) e acima dos 60 anos (837 mil).
“Embora tenham nascido em um ambiente digital, muitos consumidores dessa faixa etária ainda estão amadurecendo em relação à proteção de dados. A familiaridade com o meio digital pode gerar uma falsa sensação de segurança. Além disso, observamos que esses jovens têm iniciado, cada vez mais cedo, operações financeiras mais sofisticadas, como transferências de maior valor e solicitações de crédito, o que naturalmente amplia sua exposição a tentativas de golpe”, conclui Sanchez.

Apesar do crescimento expressivo entre os mais jovens, as faixas etárias economicamente ativas ainda concentram a maior parte das tentativas de fraude. Pessoas entre 36 e 50 anos representaram 33% dos registros no semestre, enquanto o grupo de 26 a 35 anos respondeu por 26,3%.
A análise da Serasa Experian também revela que, independentemente da faixa etária, os criminosos têm investido em métodos cada vez mais sofisticados de engenharia social, uso de dados vazados e tecnologias para burlar sistemas de segurança. O cenário reforça a importância da adoção de camadas múltiplas de autenticação e de soluções tecnológicas para prevenção à fraude, tanto por parte dos consumidores quanto das empresas.

Dicas aos consumidores para evitar fraudes

- Garantir que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;

- Desconfiar de ligações ou mensagens que afirmem ser do banco informando compras ou empréstimos suspeitos. Essa abordagem é comum entre golpistas e visa obter dados pessoais ou senhas de acesso.

- Desconfiar de ofertas de produtos e serviços, como viagens, com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar coletar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;

- Ter atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com comandos para funcionarem sem que o usuário perceba;

- Cadastrar suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

- Não fornecer senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

- Não transferir nenhum valor ou dado para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;

- Incluir suas informações pessoais e dados de cartão somente se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;

- Monitorar o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de fraude.