Em SP, centenas de pessoas se reuniram em torno do Masp para protestar contra os casos de violência contra a mulherReprodução / Redes sociais

Milhares de mulheres de diversas cidades brasileiras foram às ruas, neste domingo (7), para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e protestar contra todas as diferentes formas de violência contra a mulher. Os protestos ocorreram em diversas cidades, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Curitiba (PR), Campo Grande (MS), Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG).
Na capital paulista, centenas de pessoas se reuniram em torno do Masp para protestar contra os casos de violência contra a mulher. O ato contou com tendas e distribuição de adesivos. No mesmo horário, em São Paulo, foi realizado um protesto na escadaria do prédio da Gazeta em apoio ao ex-presidente Bolsonaro, com manifestantes vestidos de verde e amarelo pedindo sua liberdade e reivindicando anistia.
Em Brasília, o ato ocorreu sob fortes pancadas de chuva. A manifestação contou com a presença de cinco ministras do governo federal, entre elas as da pasta da Mulher, Cida Gonçalves, da Igualdade Racial, Anielle Franco, e das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.
Curitiba também reuniu milhares de mulheres no Centro Histórico da cidade para lutar contra o feminicídio. Em seguida, foi realizada uma caminhada pelas ruas centrais. Em Belo Horizonte, manifestantes saíram às ruas por volta das 11h, na Praça Raul Soares, no Centro da capital mineira, com destino à Praça Sete e, posteriormente, à Praça da Estação.
Violência contra a mulher 
Na capital paulista, Taynara Santos, de 31 anos, teve as pernas amputadas após ser atropelada e arrastada por um quilômetro na Marginal Tietê, na zona norte da cidade. A defesa da vítima - e um amigo do agressor - afirmam que o rapaz cometeu o crime de forma intencional com o objetivo de matar a mulher. Evelyn de Souza Saraiva, de 38 anos, foi baleada seis vezes por seu ex-companheiro enquanto ela trabalhava na zona norte de São Paulo.

No Recife, uma mulher grávida e quatro filhos morreram durante um incêndio. O suspeito, pai das crianças, foi preso em flagrante no mesmo dia.

No Rio de Janeiro, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino. O crime ocorreu no dia 28 de novembro.

Em Brasília, o corpo da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, foi encontrado carbonizado. O crime está sendo investigado como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.
Dados nacionais

Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.

Dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero indicam que, em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero.
*Com informações da Agência Brasil e do Estadão Conteúdo