Estado de São Paulo confirma nove casos de raiva em morcegos somente em 2026Pixabay
Estado de São Paulo confirma nove casos de raiva em morcegos somente em 2026
Em caso de acidentes envolvendo o animal (como mordidas), a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde para a avaliação médica e indicação da profilaxia adequada ao caso
O Estado de São Paulo registrou nove casos de raiva em morcegos do início de 2026 até a última quarta-feira, 4. São dois registros na capital (09/01 e 02/02), dois em São José do Rio Preto (08/01 e 15/01) e dois em Jundiaí (13/01 e 22/01); enquanto Piracicaba (15/01), Cotia (19/01) e Sorocaba (21/01) confirmaram um caso cada.
Há ainda um possível segundo caso de morcego infectado com o vírus da raiva em Sorocaba registrado na última terça-feira, 3, que está aguardando o envio do laudo pelo laboratório do diagnóstico, afirmou a Secretaria Estadual de Saúde.
O Instituto Pasteur, referência no estudo, controle e prevenção da raiva animal e outras encefalites virais, esclarece que devem ser enviados para o laboratório para diagnóstico de raiva morcegos em situações não habituais para a espécie, como "aqueles pousados em horários ou locais incomuns, voando durante o dia, que tenham adentrado alguma habitação ou mantido contato com pessoas ou outros animais".
O instituto alerta que as pessoas não devem tentar manusear os animais silvestres encontrados em ambiente urbano. O correto é entrar em contato com os serviços municipais de saúde para a adoção das medidas necessárias.
Em caso de acidentes envolvendo o animal (como mordidas), a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde para a avaliação médica e indicação da profilaxia adequada ao caso.
As ações de vigilância, monitoramento e controle preconizadas são de responsabilidade dos municípios. Conforme o Ministério da Agricultura e Pecuária, a raiva é uma doença zoonótica, transmitida após contato com a saliva do mamífero infectado.
Entre os animais voadores, a raça Desmodus rotundus, também conhecida como morcego-vampiro, é a principal transmissora da raiva para outros animais, segundo o Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH).
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