Hugo Motta, presidente da Câmara dos DeputadosSergio Lima / AFP
"Daremos o prazo para que a CCJ Comissão de Constituição e Justiça possa discutir a admissibilidade. Depois, vamos criar a comissão especial e estabelecer um prazo para quem sabe no mês de maio, no mês de trabalhador, possamos ter essa discussão concluída e a matéria sendo votada na Câmara dos Deputados, com toda a responsabilidade que o tema requer", disse.
Segundo ele, porém, a discussão não será feita "à toque de caixa" e que deve conversar com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o projeto.
"Não é uma matéria a ser votada a toque de caixa. Ela tem impacto sobre o custo. Entendemos que o trabalhador precisa discutir, principalmente com o avanço das nossas tecnologias, com a automação, com aquilo tudo que a sociedade hoje se permite viver no que diz respeito a instrumentos de trabalho, podemos também discutir sobre um tempo de qualidade para o trabalhador", falou o presidente da Câmara.
Para Motta, "há uma boa vontade para partidos da oposição e da base governista em fazer discussão" do projeto.
Na segunda-feira, 9, Motta decidiu apensar a PEC da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a outra PEC similar apresentada em 2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estava estagnada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
No mesmo dia, o presidente da Câmara disse que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho se tornou "inadiável" e que o Congresso Nacional quer puxar para si o protagonismo na pauta. A expectativa é de que a PEC seja analisada na CCJ e, em seguida, por uma comissão especial, antes de ser apreciada no plenário em dois turnos.
'Pauta da sociedade'
Motta disse que a prioridade da Câmara em 2026 será de uma "pauta da sociedade", como a PEC da Segurança. Ele reafirmou que o projeto deve ser votado na Casa após o Carnaval.
O deputado falou que a Câmara sobre o "diálogo permanente com a equipe econômica" do governo e citou projetos como a reforma tributária, mas disse não esperar concentração de votações na pauta econômica.
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