O presidente Lula quer que os países em desenvolvimento se unam cada vez maisRicardo Stuckert / Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em desenvolvimento, em especial os do chamado Sul Global, para 'mudar a lógica econômica' do mundo. Ele falou sobre o assunto, na madrugada de ontem, antes de encerrar a visita à Índia e partir para Coreia do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung. Na ocasião, será adotado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, para elevar o nível do relacionamento entre os países para parceria estratégica.
Lula falou ainda sobre as dificuldades históricas que países menos desenvolvidos têm durante as negociações com superpotências. "Sempre defendemos que países pequenos se unam para negociar com os maiores. Países como Índia, Brasil, Austrália e outros do Sul Global precisam estar juntos, porque na negociação direta com superpotências a tendência é perder."Segundo ele, 'os países em desenvolvimento podem mudar a lógica econômica do mundo. Basta querer. Falo isso com base em 500 anos de experiência colonial, porque continuamos colonizados do ponto de vista tecnológico e econômico. Precisamos construir parcerias com quem tem similaridades conosco, para somar nosso potencial e nos tornar mais fortes".
Na avaliação de Lula, o Brics tem colaborado no sentido de viabilizar essa nova lógica econômica para o mundo. O bloco, segundo o presidente, "está ganhando uma cara".
"É um grupo que antes era marginalizado. Criamos um banco. Tudo ainda é novo. Sei que os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria. Queremos fortalecer nosso grupo, que pode se integrar ao G20 e, quem sabe, formar algo equivalente a um G30", argumentou.
Ele voltou a negar que se pretenda criar uma moeda para o Brics. "Nunca defendemos criar uma moeda dos BRICS. O que defendemos é fazer comércio com nossas próprias moedas, para reduzir dependências e custos. Vamos debater", disse.
Com informações da Agência Brasil

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