Marielle foi morta a tiros em 14 de março de 2018, quando se deslocava em seu carro no centro da cidadeDivulgação / Redes sociais
Autoridades comemoram condenação dos assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes
Assunto está entre os mais comentados nas redes sociais
Autoridades comemoram, nesta quarta-feira (25), a condenação dos cinco acusados de planejar o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O assunto está entre os mais comentados nas redes sociais.
A irmã de Marielle e ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou que o "Brasil inicia um novo marco histórico contra a violência política de gênero e raça".
"A pena de todos ainda será decidida na tarde de hoje. Foram 8 anos de luta para saber quem mandou matar Marielle e o porquê. Foram 8 anos na luta por justiça plena. Hoje o sistema de justiça do Brasil homenageia a memória de Marielle e Anderson. O Brasil inicia um novo marco histórico contra a violência política de gênero e raça. A impunidade não pode fazer parte da nossa democracia", escreveu em sua conta do X (antigo Twitter).
São réus no processo o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão e o ex-deputado federal Chiquinho Brazão, apontados como mandantes do crime. Também respondem à ação o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos Brazão.
O amigo da ex-vereadora e presidente da Embratur, Marcelo Freixo, disse que, após quase oito anos, foi feito "justiça". "Justiça! O STF já tem a maioria dos votos pelas publicações dos mandantes do assassinato de Marielle e Anderson. Quase oito anos de dor e luta por respostas, esse 25 de fevereiro marca um dado histórico na luta por justiça e democracia!"
A decisão também foi celebrada pela deputada do PSOL Erika Hilton: "A condenação dos mandantes do assassinato de Marielle não é fazer justiça por Marielle. É o mínimo. Fazer justiça por Marielle é lutar para que seu legado siga vivo".
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que o crime foi tentativa de "silenciar uma voz que incomodava os poderosos". "Como destacou o ministro Moraes, esse crime carrega marcas profundas de racismo, misoginia e ódio político. Tentaram silenciar uma voz que incomodava os poderosos. Mas a verdade segue de pé. Justiça por Marielle é enfrentar o crime. E também o sistema que tenta calar mulheres na política. Marielle presente. Sempre", escreveu.
A condenação também foi comentada pelo deputado federal André Janones. "Justiça finalmente começando a ser feita, que o combate às milícias nunca acabe e prendam TODOS os milicianos do Brasil e livrem o povo desses vagabundos!"
*Em atualização

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