Cantora Adriana AraujoReprodução / Instagram

Rio - A cantora Adriana Araújo, uma das vozes mais representativas do samba em Minas Gerais, morreu nesta segunda-feira (2), aos 49 anos. A artista estava internada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, após sofrer um aneurisma cerebral.

A morte foi comunicada por meio das redes sociais da cantora: "Hoje nos despedimos da nossa amada Adriana Araújo. Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço."

A nota também prestou solidariedade à família, na qual ela deixa o filho, Daniel, o marido, Evaldo. "Sua presença ficará eternamente em nossos corações e também registrada nas plataformas onde compartilhou sua arte, permitindo que sua voz continue ecoando e tocando vidas para sempre. Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo. Obrigada por tanto, nossa rainha. Seu brilho é eterno."

Segundo o comunicado, Adriana passou mal em casa no sábado (28), desmaiou e foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Depois, ocorreu a transferência para o Hospital Odilon Behrens, onde exames confirmaram um aneurisma cerebral com hemorragia de grande extensão. O boletim médico classificou o quadro como gravíssimo e irreversível.

Trajetória no samba

Nascida em 1976, na Pedreira Prado Lopes, na Região Noroeste de Belo Horizonte, Adriana Araújo construiu uma trajetória ligada ao samba desde a infância. Mulher negra, mãe, cantora e compositora, iniciou a formação artística em oficinas gratuitas de dança afro na própria comunidade, além de atividades de teatro oferecidas pela Prefeitura de Belo Horizonte e estudos de técnica vocal.

Antes da carreira solo, integrou o grupo Simplicidade Samba ao lado do sambista Evaldo Araújo. O trabalho ganhou projeção nas tradicionais rodas de samba do Bar do Cacá, no bairro São Paulo. Em 2020, Adriana iniciou o projeto solo e, no ano seguinte, lançou o álbum autoral "Minha Verdade", com canções que abordam ancestralidade, amor, negritude e experiências pessoais.

Ao longo da carreira, dividiu o palco com nomes consagrados do gênero, como Leci Brandão, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindinho e Jorge Aragão.