Prefeito de Macapá , Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (MDB), e seu vice, Mario Rocha NetoReprodução/ redes sociais

Amapá - O Supremo Tribunal Federal (STF) afastou do cargo, nesta quarta-feira (4), o prefeito de Macapá (AP), Antônio Furlan, conhecido como Dr. Furlan (MDB), e seu vice, Mario Rocha Neto, suspeitos de fraudes na construção do Hospital Geral do município. Os dois são alvos da segunda fase da operação Paroxismo, deflagrada da Polícia Federal (PF).
A PF quer aprofundar as investigações que apuram um possível esquema de fraude à licitação no âmbito de contrato firmado pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. A decisão é do STF por envolver emendas parlamentares no hospital.

Segundo as investigações, "há indícios da existência de um esquema criminoso, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no projeto de engenharia e execução das obras" da unidade hospitalar do município.

Ao todo, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, Belém/PA e Natal/RN, expedidos pelo Supremo, que determinou ainda o afastamento dos servidores públicos dos seus cargos pelo período inicial de 60 dias.