No início da semana, Furlan foi alvo de uma busca e apreensão da PFReprodução

O prefeito de Macapá, Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como "Dr. Furlan" (PSD), apresentou, nesta quinta-feira (5), sua renúncia formal ao cargo. Ele é investigado por fraudes na construção do Hospital Geral do município.
Segundo ofício enviado por Furlan à Câmara Municipal de Macapá, a decisão de deixar o cargo para o qual foi reeleito em 2024 ocorre com a intenção de disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026.
"Minha decisão está pautada num anseio público, que vem sendo materializado em inúmeras pesquisas de intenção de voto, que anseiam minha candidatura ao cargo de governador do estado do Amapá."
O texto não cita a investigação da Polícia Federal em que ele está envolvido.
No início da semana, Furlan foi alvo de uma busca e apreensão da PF e, na quarta-feira (4), ele e seu vice, Mario Rocha Neto, foram afastados do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos são alvos da segunda fase da operação Paroxismo. Após a renúncia, quem assume a prefeitura é o presidente da Câmara Municipal.
As investigações apontam indícios de um esquema criminoso estruturado, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e pagamento de propinas no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O contrato, formalizado em maio de 2024, teve valor de R$ 69,3 milhões.

A polícia Federal informou que o grupo utilizava mecanismos de dissimulação patrimonial, incluindo entregas físicas de numerário e movimentações bancárias para ocultar a origem ilícita dos valores. Um dos investigados teria sacado cerca de R$ 9 milhões em espécie.
O Dia não conseguiu contato com a defesa de Antônio Furlan. O espaço segue aberto.