Segundo ofício enviado por Furlan à Câmara Municipal de Macapá, a decisão de deixar o cargo para o qual foi reeleito em 2024 ocorre com a intenção de disputar o governo do Amapá nas eleições de 2026.
"Minha decisão está pautada num anseio público, que vem sendo materializado em inúmeras pesquisas de intenção de voto, que anseiam minha candidatura ao cargo de governador do estado do Amapá."
O texto não cita a investigação da Polícia Federal em que ele está envolvido.
As investigações apontam indícios de um esquema criminoso estruturado, envolvendo agentes públicos e empresários, voltado ao direcionamento da licitação, desvio de recursos públicos e pagamento de propinas no projeto de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá. O contrato, formalizado em maio de 2024, teve valor de R$ 69,3 milhões.
A polícia Federal informou que o grupo utilizava mecanismos de dissimulação patrimonial, incluindo entregas físicas de numerário e movimentações bancárias para ocultar a origem ilícita dos valores. Um dos investigados teria sacado cerca de R$ 9 milhões em espécie.
O Dia não conseguiu contato com a defesa de Antônio Furlan. O espaço segue aberto.
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