Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro mantinha estrutura de intimidação de pessoasBanco Master/Divulgação

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, cobrou, neste sábado, 7, acesso à perícia realizada em dispositivos eletrônicos e aos dados brutos extraídos do aparelho celular dele para fazer uma "análise independente".
O requerimento foi protocolado ainda em 16 de fevereiro, no Supremo Tribunal Federal (STF), mas a defesa avalia que agora ele ganhou "especial relevância" após a divulgação de conversas dela. Entre elas, uma com o ministro Alexandre de Moraes, do STF
Na sexta-feira, 6, Moraes negou que tenha recebido mensagens de Vorcaro que tratavam de negociações do banco, enviadas em 17 de novembro de 2025, dia da primeiro prisão do banqueiro. A existência de um diálogo naquela data foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão. O ministro, porém, não esclareceu o que conversou com o investigado e apresentou um argumento com lacunas.
Após a manifestação de Moraes, a defesa de Vorcaro afirmou, em comunicado divulgado neste sábado, que está preocupada com a "preservação da integridade do material" e com "eventual manuseio precipitado ou tecnicamente inadequado das informações"
A equipe de advogados quer acesso à perícia, aos dados brutos extraídos dos dispositivos, às imagens forenses completas, aos laudos periciais, aos registros técnicos de extração e aos códigos de verificação que asseguram a integridade das evidências.
"O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas", destacou.
Daniel Vorcaro é investigado por fraude bancária e foi preso novamente na última quarta-feira, 4, após a Polícia Federal (PF) detectar indícios que o dono do Banco Master ordenou a invasão a sistemas de informática do Ministério Público Federal (MPF) para obter cópia de documentos sigilosos de investigações contra ele, o monitoramento de adversários e até mesmo ações violentas contra quem considerava adversários.