Quatro pessoas foram foram presasDivulgação/ SSP-SP
As investigações apontam que os criminosos se passavam por advogados das vítimas e informaram que o precatório – requisições de pagamento emitidas pelo Judiciário para quitar dívidas de entes públicos – havia saído. Em seguida, era solicitado o pagamento de taxas inexistentes via Pix.
Os golpistas sabiam que as vítimas tinham um precatório a receber, pois consultavam processos judiciais em andamento através do sistema da Justiça. O acesso ao sistema era possível porque os criminosos conseguiam a senha dos legítimos advogados das vítimas.
Após obter as informações, os suspeitos clonavam a foto do advogado das redes sociais e ligavam para as vítimas. De acordo com a polícia, o crime ocorria em São Paulo e migrava para outro estado quando a vítima fazia o pagamento.
A ação faz parte de uma operação liderada pela polícia de Santa Catarina, com suporte do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de SP. Após a execução dos mandados, os autos serão formalizados na 2ª Delegacia de Capturas, no Palácio da Polícia Civil. Os investigados responderão pelo crime de estelionato qualificado de natureza cibernética.
Como evitar o golpe
Os criminosos enganam as vítimas de várias maneiras. Podem se passar por representantes de instituições financeiras e pedir dados sigilosos sob o pretexto de “resolver um problema”. Também enviam mensagens fraudulentas por e-mail, SMS ou redes sociais contendo links para páginas que visam roubar informações pessoais.
Para evitar cair no golpe, a OAB orienta jamais acreditar em pessoas ou números desconhecidos. O cliente deve também sempre verificar a veracidade da informação recebida por WhatsApp, seja entrando em contato com o advogado através dos canais oficiais ou comparecendo pessoalmente ao escritório de advocacia.
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