Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhõesDivulgação/ PF
A Justiça também determinou o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões. Segundo as investigações, o esquema pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões.
Além disso, foram autorizadas medidas como a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas, com o objetivo de rastrear a movimentação financeira do grupo.
As investigações tiveram início em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. De acordo com a PF, o grupo contava com a participação de funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa.
"A organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento", explicou a corporação.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro nacional. Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.




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