Alckmin explicou que a mudança na mistura do biodiesel ao diesel depende dos resultados dos testesAgência Câmara
"Temos que cumprir todo um rito sobre a qualidade da mistura para você ter uma mudança de porcentual no diesel, e os testes estão caminhando no Ministério de Minas e Energia. A gente vai avançar da mesma forma na mistura do etanol, que está mais adiantado, mas a gente deve ter uma informação mais precisa em questão de dias", afirmou em evento de lançamento da Aliança Biodiesel.
A elevação da mistura de biodiesel está prevista na lei sancionada em 2024, que estabelece um cronograma gradual de aumento do teor de biocombustíveis, condicionado a critérios técnicos e de viabilidade. A medida integra a estratégia do governo de reduzir emissões e ampliar o uso de fontes renováveis na matriz energética.
A implementação do novo porcentual depende de deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), responsável por avaliar aspectos como oferta do produto, impactos sobre preços e segurança do abastecimento. A expectativa no setor é que o tema avance no colegiado após a conclusão dos testes técnicos.
Os testes em andamento avaliam parâmetros como estabilidade da mistura, desempenho em motores e eventuais impactos logísticos, incluindo armazenamento e distribuição. A análise busca garantir que a elevação do teor não comprometa o funcionamento da frota nem a qualidade do combustível ofertado ao consumidor.
A elevação da mistura tende a ampliar a demanda por biodiesel, com reflexos diretos sobre cadeias como a da soja e de outras oleaginosas.
"Eu acho que as chances de termos o aumento ainda em 2026 são baixas, mas o nosso objetivo é ter os testes feitos ainda este ano, em cerca de cinco meses. Essas eu considero elevadas. Porque isso é uma questão técnica, não é uma questão política. Não há razão para não fazer", afirmou durante cerimônias de lançamento da Aliança Biodiesel, em Brasília (DF).
Nassar também disse que, para que os testes se iniciem, será necessário que a Aliança ajude financeiramente o governo federal a firmar contratos com os laboratórios privados.
"O governo precisa fazer um convênio para pagar os laboratórios. Provavelmente, não tem todo o recurso, aí nós vamos, provavelmente, ter que ajudar e doar financeiramente recursos e estamos dispostos a isso, com o devido controle e aplicação", afirmou.
Os testes avaliam parâmetros como desempenho em motores, estabilidade da mistura e impactos logísticos, com o objetivo de garantir a qualidade do combustível. A análise busca garantir que a elevação do teor não comprometa o funcionamento da frota nem a qualidade do combustível ofertado ao consumidor.
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