Ao todo, foram expedidos 96 mandados judiciaisDivulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (10), a Operação Eixo contra uma organização criminosa suspeita de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram expedidos 96 mandados judiciais, sendo 40 de prisão temporária e 56 de busca e apreensão.

As ações ocorrem no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão em contas bancárias, além da indisponibilidade de bens de 49 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas. Foram ainda sequestrados imóveis, veículos e ativos financeiros, incluindo criptoativos.

Segundo as investigações, iniciadas em 2024, o grupo atuava no abastecimento do mercado de drogas no Distrito Federal e utilizava empresas de fachada, contas de terceiros e criptomoedas para ocultar recursos ilícitos. Apenas uma das contas investigadas, como exemplo, registrou movimentação superior a R$ 79 milhões em curto período.

A apuração identificou a atuação de dois núcleos criminosos rivais na região, com conexões com facções de outros estados, especialmente do Rio de Janeiro. Investigadores também apontam que integrantes chegaram a viajar para comunidades cariocas para treinamento com armas de grosso calibre.
A operação também mira investigados estrangeiros. Entre os alvos, há dois cidadãos colombianos e um venezuelano.
"Um dos colombianos já havia sido investigado pela Polícia Federal por sua atuação no núcleo de lavagem de dinheiro no estado do Amazonas de facção criminosa originária do Rio de Janeiro, encontrava-se em difusão vermelha da Interpol e foi preso recentemente na Espanha. O outro colombiano também se encontra preso em seu país de origem. O alvo venezuelano está localizado em Santa Catarina. Todos aparecem, em graus distintos, inseridos na dinâmica operacional do grupo", detalhou a corporação.
Os suspeitos podem responder por tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 55 anos de prisão.