Em simulação de 1º turno sem Ciro, Lula tem 40% e Flávio 34%, seguidos por Caiado (5%) e Zema (4%)Divulgação
Entre março e maio, Flávio subiu de 41% para 44% nas intenções de voto, enquanto Lula variou de 42% para 43%. Com isso, os dois permanecem tecnicamente empatados, dentro da margem de erro. O levantamento mostra ainda que 7% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 6% não souberam ou não responderam.
De acordo com o instituto, o atual presidente também aparece empatado tecnicamente com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por 43% a 42%, e com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por 43% a 39%, neste caso no limite da margem de erro. O porcentual de votos brancos e nulos varia de 9% a 11%, enquanto os que não souberam ou não responderam oscilam entre 6% e 7%.
Incluído pela primeira vez no levantamento, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) consegue igualar Lula no segundo turno, ambos com 43% das intenções de voto. Nessa simulação, 8% dos entrevistados afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 6% não souberam ou não responderam. Após convite de Aécio Neves (PSDB), Ciro afirmou que decidirá até a primeira quinzena deste mês se disputará a Presidência da República ou o governo do Ceará.
Primeiro turno
Quando Ciro é incluído na disputa, Lula registra 38%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 33%. Caiado, Ciro e Zema marcam 4% cada, seguidos por Renan Santos, com 3%. Cury, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo têm 1% cada. Brancos e nulos somam 6%, e 5% não souberam ou não responderam.
Lula tem melhor desempenho entre mulheres, eleitores com mais de 60 anos, pessoas com renda de até dois salários mínimos, católicos e moradores do Nordeste. Flávio, por sua vez, registra seus melhores índices entre evangélicos, eleitores da região Sul e pessoas com renda superior a cinco salários mínimos.
Rejeição
O levantamento aponta ainda que 40% dos entrevistados consideram que a economia piorou no governo de Lula em comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para 31%, a economia melhorou na comparação entre os dois governos. Outros 25% avaliam que a situação econômica está igual, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
Avaliação das instituições
Por sua vez, o Congresso registra o maior índice de desconfiança entre as instituições testadas: 62% afirmam não confiar no Legislativo, ante 32% que dizem confiar.
A imprensa também aparece com saldo negativo: 52% dos entrevistados dizem não confiar nos veículos de comunicação, enquanto 40% afirmam confiar. As Forças Armadas são a única instituição avaliada com índice de confiança superior ao de desconfiança: 48% dizem confiar nos militares, ante 44% que afirmam não confiar. Os que não souberam ou não responderam somam 6% no caso do Congresso e 8% nos casos da imprensa e das Forças Armadas.
Donald Trump e eleições brasileiras
O dado dialoga com o impacto recente da política externa americana no debate eleitoral brasileiro. No ano passado, as tarifas impostas por Trump a produtos do Brasil acabaram servindo de combustível político para o presidente Lula, que explorou o episódio sob o discurso de defesa da soberania nacional e viu sua popularidade avançar no período a partir da metade de 2025.
Escala 6x1 e bets
A proibição da divulgação de propagandas de bets e empresas de apostas esportivas também tem apoio majoritário: 63% aprovam a medida, enquanto 31% desaprovam e 6% não souberam ou não responderam. O tema ganhou espaço no debate público diante da preocupação com o avanço das apostas online e seus efeitos sobre o endividamento das famílias.
Outra medida com respaldo amplo é a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem ganha até R$ 5 mil por mês, aprovada por 69% dos entrevistados. Outros 20% desaprovam a proposta, e 11% não souberam ou não responderam. A ampliação da faixa de isenção é uma das principais bandeiras econômicas do governo Lula.
A diminuição da maioridade penal para 16 anos, por sua vez, registra o maior apoio entre os temas avaliados. Segundo o levantamento, 90% dos entrevistados aprovam a proposta, ante 8% que desaprovam e 2% que não souberam ou não responderam.
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