Flávio Bolsonaro disse que 'articulação' de Moraes 'faz mal para a democracia brasileira'Reprodução / X
Flávio afirmou em entrevista à CNN Brasil que Moraes não poderia atuar em casos relacionados a Eduardo Bolsonaro, que está vivendo em exílio autoimposto nos Estados Unidos. O senador acusou o ministro de tentar inviabilizar politicamente a candidatura do irmão.
"É óbvio que ele não poderia participar dessa articulação, e aí pretende articular para deixar Eduardo inelegível. Isso faz mal para a democracia brasileira", disse.
Uma eventual candidatura de Eduardo a suplente carrega riscos jurídicos. Isso porque o deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara e ainda responde a um processo no STF, relatado por Moraes, em que é acusado do crime de coação no curso do processo da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, ele atuou nos Estados Unidos para pressionar autoridades brasileiras e interferir no andamento da ação contra seu pai. A acusação sustenta que ele buscou apoio do governo americano para impor medidas como sanções e tarifas ao Brasil em reação ao julgamento
Segundo Flávio, o Supremo precisa "voltar a respeitar a Constituição" e criticou a atuação de Moraes em processos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Campanha em Santa Catarina
Flávio confirmou a formação da chapa do partido em Santa Catarina, e negou que exista um "racha" entre os integrantes da sigla. O senador disse que o governador catarinense Jorginho Mello tentará a reeleição. Já ao Senado, o vereador carioca Carlos Bolsonaro e a deputada federal Carolina de Toni são os pré-candidatos.
"Aqui não teve divisão nenhuma. Desde o início, a nossa chapa estava muito bem definida com Jorginho Mello ao governo, Carlos Bolsonaro e Carolina de Toni ao Senado. Estamos tomando conta de cada palanque com muito cuidado, conversando com as lideranças não apenas do PL nos estados e dos aliados", afirmou.
O racha no Estado teria sido desencadeado por seu outro irmão, o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina a fim de disputar a eleição ao Senado, algo que parte da direita catarinense ainda não engoliu.
A aterrissagem do ex-vereador do Rio na Grande Florianópolis irritou lideranças locais, como a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), e quase desmantelou a chapa montada no Estado: o senador Esperidião Amin (PP) deveria concorrer com apoio dos bolsonaristas, e acabou rifado da aliança com a imposição da família Bolsonaro.
Nesta semana, integrantes do PL-SC afirmaram que Carlos pediu desculpas à Campagnolo pela troca de farpas nos últimos meses e defendeu união contra a esquerda. A deputada deve participar do evento no sábado, de acordo com a sua equipe.
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