Inquérito apurou a atuação de Eduardo Bolsonaro para promover o tarifaço contra as exportações brasileirasReprodução/ redes sociais
O ex-parlamentar é alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) sob suspeita de tentar pressionar autoridades dos Estados Unidos contra ministros da Corte durante o julgamento dos envolvidos nos atos golpistas do 8 de janeiro.
"Isso demonstra uma total falta de seguir a lei, de respeitar a Constituição, ignorar a imunidade parlamentar, porque a esquerda já fez muito pior. Se o PGR tá dizendo que eu tenho que ser condenado por esse crime, chamado de coação, porque ele embasa na minha conduta nos Estados Unidos a Lei Magnitsky, a sanção aplicada no Alexandre Moraes, o que dizer dos parlamentares da esquerda quando pediam a condenação de Bolsonaro, até mesmo por crimes contra a humanidade, no Tribunal Penal Internacional de Haia? Então é algo sem o mínimo pé nem cabeça", afirmou.
Eduardo também declarou que o objetivo da ação seria torná-lo inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.
"Mas o objetivo principal disso é o quê? É me deixar inelegível. Vale lembrar, condenado uma vez por um colegiado, e mais uma vez quem vai me julgar é sempre o Alexandre Moraes, eu cairia na lei da ficha limpa", declarou.
O ex-deputado ainda disse que continuará atuando politicamente, apesar do avanço do processo no STF.
"Nós seguiremos trabalhando pelo interesse dos brasileiros, pela liberdade dos presos políticos e não vou me curvar a essa tentativa nefasta de interferir na política usando o tapetão do judiciário. Os meus valores não estão à venda. Podem contar comigo", completou.
Na última segunda-feira (11), a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao ministro Alexandre de Moraes as alegações finais do caso. O órgão afirma que Eduardo Bolsonaro tentou constranger ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e interferir no andamento das ações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.



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