Recursos do Google e o Facebook pedem esclarecimento da data em que as medidas entram em vigorDivulgação
STF pauta recursos contra decisão que ampliou responsabilidade de big techs
Empresas de tecnologia devem providenciar ações contra conteúdos ilícitos publicados por usuários
O Supremo Tribunal Federal (STF) pautou o julgamento de nove recursos contra decisão que ampliou a responsabilidade de plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados pelos usuários. O julgamento será realizado no plenário virtual entre os dias 29 de maio e 9 de junho.
Entre as autoras dos recursos estão o Google e o Facebook. As duas empresas pedem que o Supremo esclareça a partir de quando a decisão começa a valer, já que o acórdão se limita a dizer que os efeitos se aplicam ao futuro. "Isso deixa em aberto questões fundamentais sobre sua aplicabilidade a situações pretéritas já discutidas em processos em curso", alega o Facebook.
A liberação para julgamento dos recursos ocorre no mesmo dia em que o governo editou decreto para alterar a regulamentação do Marco Civil da Internet (MCI), contemplando a decisão do Supremo A sentença, porém, ainda não é definitiva porque não transitou em julgado.
No julgamento concluído em junho de 2025, o Tribunal decidiu que o artigo 19 do MCI que isenta plataformas de responder por danos causados pelas postagens, é parcialmente inconstitucional. A decisão estabelece que o artigo 19 só permanece válido nos casos de crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação).
Em todos os outros crimes, aplica-se o artigo 21, que prevê a retirada do conteúdo logo após a notificação do usuário. Esse artigo, que prevê exceções ao artigo 19, já é válido em casos de violação a direitos autorais e imagens de nudez não autorizada.
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