Aldo Rabelo (DC) e Renan Santos (Missão) participaram do painel de pré-candidatos no fórum da EsferaRedes sociais / Reprodução
Segundo Aldo, é possível cortar despesas porque o "desperdício é grande", mas, o ajuste tem que ser feito, principalmente, pela expansão da receita, ampliando a base da arrecadação sem elevar impostos.
"O ajuste tem que ser aumentando a base da arrecadação. Se o País passar a crescer 4% por ano, a curva de juros vai ficar pra baixo. Se o país passar a crescer 4% por ano, a relação dívida/PIB vai ficar pra baixo. E aí você pode reduzir inclusive a carga tributária", afirmou Aldo durante painel de pré-candidatos no fórum da Esfera.
Aldo segue se apresentando como pré-candidato, embora a direção nacional do Democracia Cristã (DC) tenha decidido expulsá-lo do partido em caráter sumário, na esteira de um racha interno envolvendo a definição da candidatura ao Planalto.
No mesmo painel, Renan Santos, do recém-criado partido Missão, discordou de Aldo, defendendo a redução dos gastos a partir de medidas como a desindexação da aposentadoria e do benefício de prestação continuada. Hoje, os benefícios são vinculados ao salário mínimo, cujo reajuste supera a inflação.
"O ajuste mais duradouro é sempre o ajuste no campo da despesa, que é o que nós vamos fazer", prometeu Renan, acrescentando que o fim de gatilhos automáticos nos reajustes de benefícios trariam um "choque de credibilidade", melhorando o ambiente para a atração de investimentos.
"O que há no surgimento da direita é uma crise de liderança. A liderança de direita brasileira, que é o Jair Bolsonaro, era um completo idiota", disse Renan. "O projeto do bolsonarismo nunca teve proposta para o Brasil'', continuou.
O pré-candidato afirmou ainda que Flávio sempre foi, em seus termos, um "escroque", e disse que o grupo político ligado a ele não pode chegar à Presidência da República. Também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, segundo ele, coloca em risco o futuro do País.
Além disso, Renan disse que os pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) optaram por seguir "na sombra" de Bolsonaro, classificando essa postura como parte de um jogo político. Ele busca se diferenciar do grupo.
Em coletiva de imprensa após o painel, Renan fez mais críticas ao bolsonarismo. Ele disse que a direita brasileira errou ao ser "leniente e condescendente" não apenas com as falhas de Bolsonaro, mas também com crimes que atribuiu à família dele. Disse ainda que integrantes do PL e ex-membros de seu próprio movimento sabiam disso, mas se calavam para usufruir do lucro político:
"O derretimento do Flávio é natural. O bolsonarismo, com o Flávio, só estava se sustentando através da ideia de que ele era a única força capaz de vencer o PT", afirmou ao comentar a divulgação do áudio do filho de Jair ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pedindo dinheiro para o filme "Dark Horse", contou
Renan Santos registrou 3% das intenções de voto na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na última sexta-feira (22). Ele permanece atrás de Lula, Flávio e empatado tecnicamente com Caiado, Zema, Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante), Aldo Rebelo (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO) e Hertz Dias (PSTU)