Edinho Silva vai a Minas Gerais discutir nomes para a disputa do governo do estadoAntônio Cruz/Agência Brasil
Edinho Silva afirma que recusa de Rodrigo Pacheco criou 'problema' para o PT
Por enquanto, Lula está sem candidato em Minas Gerais
São Paulo - O presidente do PT, Edinho Silva, viaja neste sábado, 30, a Minas Gerais para discutir a situação do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Além de conversas com partidos aliados, está na agenda uma reunião com o pré-candidato a governador Alexandre Kalil (PDT) para discutir a possibilidade de ele reeditar a aliança que fez com Lula em 2022. Lula está oficialmente sem candidato em Minas após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) declarar que recusou o convite do presidente para assumir a tarefa.
A negativa de Pacheco já estava definida desde a semana passada, mas ele ainda não havia falado em público sobre o tema. Para Edinho Silva, a decisão de Pacheco "gerou um problema para nós, evidente, porque acreditávamos na candidatura dele".
"Vou me encontrar com o [Alexandre] Kalil em Belo Horizonte. Quero saber o que ele está pensando e qual a leitura política dele", afirmou Edinho, acrescentando que o objetivo é construir uma ampla aliança para vencer a disputa pelo governo estadual e dar robustez à campanha de Lula em Minas.
Nomes
Pacheco se retirou da disputa ao governo mineiro e não declarou, até aqui, apoio a nenhum candidato. O senador avaliou o empresário Josué Gomes como "um bom nome", mas afirmou que a escolha da candidatura deve ocorrer em "um momento oportuno".
Além de Josué, são cotados Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, e Gabriel Azevedo (MDB), ex-vereador em Belo Horizonte. Edinho disse nesta sexta-feira, 29, que Marília Campos é pré-candidata ao Senado e que qualquer mudança de tática eleitoral passará pelo PT mineiro.
O dirigente está disposto também a conversar com Gabriel Azevedo, cujo nome passou a ser cotado por uma ala do PT nos últimos dias. "Nós estamos querendo conversar com o MDB em todos os estados. Se o Gabriel quiser dialogar conosco, nós vamos dialogar", afirmou.
Fim do mandato
Nesta sexta-feira, Pacheco voltou a dizer que pretende deixar a política no fim deste ano, quando termina seu mandato no Senado. Além de descartar disputar o governo de Minas, o ex-presidente da Casa negou que pleiteie uma indicação para o Supremo Tribunal Federal (STF).
"Há o fechamento do ciclo na política que eu decidi fazer com o sentimento de dever cumprido", declarou Pacheco em entrevista, após participar de seminário em São Paulo. O senador afirmou que tem "desapego ao poder" e já vinha programando sua saída da política.
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