Anvisa continuará fiscalizando a Ypê devido histórico de irregularidades na fabricação dos produtosDivulgação
A decisão permite que a Química Amparo, fabricante da marca, volte a operar imediatamente.
A liberação ocorreu após uma nova fiscalização realizada em conjunto pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, pelo Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e pela Vigilância Sanitária de Amparo.
O que mudou
“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou em nota o presidente da agência, Leandro Safatle.
A agência informou ainda que continuará acompanhando as ações corretivas implementadas pela empresa.
Produtos liberados
A liberação vale para itens como lava-roupas líquidos, detergentes lava-louças líquidos e desinfetantes produzidos após essa data.
Produtos suspensos
A restrição permanece para detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes terminados em “1” e fabricados até 31 de março de 2026.
Segundo a Anvisa, “esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não serem descartados. Sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa”.
Entenda o caso
A fiscalização encontrou 76 irregularidades sanitárias e apontou risco de contaminação microbiológica nos produtos fabricados na planta industrial.
O caso ganhou ainda mais atenção porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio de contaminação microbiológica envolvendo a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha lava-roupas.
O que é bactéria
No entanto, ela pode provocar infecções em pessoas com imunidade baixa, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.
Por isso, a Anvisa classificou as medidas adotadas como preventivas para evitar riscos à saúde da população.
Fiscalização contínua
A agência também destacou que os produtos ainda suspensos só poderão voltar ao mercado após apresentação de novos testes laboratoriais autorizados pelo órgão.
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