Ronaldo Caiado se manifestou favoravelmente à decisão do governo TrumpLula Marques/Agência Brasil

São Paulo - Os pré-candidatos à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se manifestaram a favor da decisão do governo Trump de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Os ex-governadores se juntaram ao pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro (RJ), na defesa da medida.
Caiado aproveitou o anúncio dos Estados Unidos, feito na quinta-feira, 28, para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Os EUA classificaram o PCC e o Comando Vermelho como terroristas. Lula os classifica como vítimas. Essa é a diferença entre um governo que protege o povo e um governo que protege o crime", escreveu o ex-governador de Goiás na rede social X.
"A única frustração minha é que não cheguei à Presidência da República para que eu tomasse essa iniciativa", disse Caiado, acrescentando que Lula está "desmoralizando o País e a população brasileira".
Ex-governador de Minas Gerais, Zema, que vinha criticando Flávio pelo envolvimento do senador do PL com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, elogiou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Finalmente PCC e Comando Vermelho são considerados grupos terroristas. Reconheço o trabalho do Flávio por ter feito o que o Lula e o PT tentaram impedir", afirmou o pré-candidato do Novo Ele também atacou o argumento de que a classificação do PCC e do CV como grupos terroristas pelos EUA abre caminho para intervenções militares americanas.
"O PT diz que tratar facção como terrorismo ameaça a soberania do Brasil. Quem ameaça nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Nossa soberania não está ameaçada", declarou Zema.
Humilhação
Na contramão dos adversários, o pré-candidato a presidente do Missão, Renan Santos, escreveu no X que "americano nenhum vai matar nossos bandidos". "Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais", afirmou ele. Santos ainda chamou a ação de Flávio nos Estados Unidos de "humilhação nacional" e acusou o senador de terceirizar o combate ao crime. Ao republicar o vídeo de Zema sobre o assunto, o presidenciável do Missão comentou: "Que falta de amor próprio, pelo amor de Deus"
A notícia foi celebrada por Flávio ainda na quinta-feira. "Grande dia", escreveu o senador no X, citando a publicação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, a respeito da medida.
O senador também agradeceu Trump e Rubio nominalmente em outra postagem e se dirigiu ao secretário de Estado numa terceira: "Muito obrigado, sr. secretário de Estado! O combate aos narcoterroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles! O povo brasileiro agradece!".